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ESPORTE PARÁ

Mais uma página da história será escrita hoje

Desde as primeiras horas da manhã deste domingo, já será possível notar algo diferente nas ruas. Uma movimentação incomum para um dia em que, normalmente, as pessoas dormem até tarde e preferem ficar em casa com suas famílias. O tremular das bandeiras em

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Desde as primeiras horas da manhã deste domingo, já será possível notar algo diferente nas ruas. Uma movimentação incomum para um dia em que, normalmente, as pessoas dormem até tarde e preferem ficar em casa com suas famílias. O tremular das bandeiras em carros que buzinam sem parar, a profusão de camisas azul-marinho e azul-celeste em cada esquina, além de gozações e conversas sobre futebol, pintam o quadro. Hoje é um dia realmente especial. É dia de Re-Pa!

A concentração dos torcedores começa cedo. Remistas e bicolores, todos juntos ainda. Separação só na hora de ir pro estádio. Antes, entre o churrasco e a cerveja, discussões sobre que time está melhor, que jogador pode decidir a partida, apostas, brincadeiras e o ouvido colado no radinho para saber das últimas novidades. Nenhum jogo mexe tanto com os paraenses. Desde 1914, data do primeiro Re-Pa, até hoje, quando será disputado o clássico de número 708. E será assim sempre.

Thiago Potiguar, Marlon, Rafael Oliveira, Ró, Ageu Sabiá, Edil, Rogerinho, Bira, Mesquita, Robgol, Quarentinha... Os personagens que fizeram e fazem a história do superclássico dentro de campo são muitos. Cada geração tem o seu favorito. Mas são os torcedores, estes sim, os verdadeiros jogadores de uma partida de futebol, como diria Carlos Drummond de Andrade. O torcedor sofre, grita, arranca os cabelos, comemora e chora, de raiva ou de felicidade. Sem torcida, não há futebol.

E hoje, a partir das 16h, quando a bola rolar no Mangueirão, ela vai fazer a festa, cobrar e empurrar seu time até o fim. Os azulinos esperam por mais uma bela atuação de Marlon, que sempre faz seu gol contra o arquirrival, uma estreia avassaladora de Ró e que a sua zaga confirme a fama de melhor do campeonato. Já os bicolores têm o seu “Messi” Potiguar, que pode decidir num único lance, e uma dupla de ataque que dá o que falar, com Rafael “Animal” Oliveira (quem sabe três gols num jogo de novo?) e Mendes, um cara que adora o mundo virtual, mas que quando “baixa” no mundo real deixa a sua marca.

Mas em clássico tudo pode acontecer. Então, não se espante se os protagonistas estiverem em um mau dia e aquele jogador por quem você não dá nada surgir para resolver a parada. Acontece também de um time dominar o outro e sofrer um gol no finalzinho, o juiz se atrapalhar... Enfim, nesse mar de incertezas e imprevisibilidade, só tenha uma coisa em mente: não há nada igual a um domingo de Re-Pa. Aproveite, torça como nunca, se divirta e, se o seu clube fizer por merecer, o exalte como o melhor do mundo, pois sair vitorioso de um Re-Pa vale tanto quanto um título mundial! (Diário do Pará)

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