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ESPORTE PARÁ

San sonhou que faria gol no Re-Pa

No início da tarde da última sexta-feira (11) o volante San deitou para descansar. Ao lado da filha, de um mês de vida, o jogador do Clube do Remo tirou um leve cochilo. Assim que fechou os olhos, San embarcou numa viagem ao futuro. Imediatamente, e

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No início da tarde da última sexta-feira (11) o volante San deitou para descansar. Ao lado da filha, de um mês de vida, o jogador do Clube do Remo tirou um leve cochilo. Assim que fechou os olhos, San embarcou numa viagem ao futuro. Imediatamente, ele partiu para o domingo seguinte àquela sexta-feira.
O jogador, então, sai da concentração rumo ao Mangueirão, palco do jogo entre Remo e Paysandu. No caminho para o Estádio Olímpico do Pará, San observa a movimentação na Grande Belém. O ônibus da delegação azulina é saudado por onde passa. Várias pessoas sorriem, trajando a camisa do clube do coração. Elas acenam para os jogadores, beijam o escudo remista, com a confiança de uma grande vitória estampada no olhar de cada um.
Na chegada ao estádio, muitos fogos para o Leão. Os jogadores descem do ônibus, um por um. Dentro do vestiário, eles fazem um trabalho de aquecimento, para entrar no clima da partida e tentar escapar da apreensão momentos antes de a bola rolar. San, no entanto, não parece nervoso, ao contrário. O remista está confiante, ansioso, torcendo para que o relógio marque logo 16h. E o tempo vai passando...
Lentamente, todos os jogadores do Clube do Remo caminham em direção ao gramado de jogo. Ainda debaixo do túnel, rola o último bate-papo. Todos se abraçam, fazem uma corrente, enquanto seus corações batem aceleradamente, ainda mais depois que veem um pedaço da arquibancada lotada de pessoas gritando por eles.
Eis que o Leão sai do túnel, para a explosão do Fenômeno Azul. San, com o rosto suado, olhar centrado e cabeça erguida, dá alguns passos em direção ao meio-campo, onde estão os demais jogadores, para saudar a torcida remista. Após isso, a bola rola.
Por pouco que Rafael Oliveira e o Paysandu não estragam o sonho de San. Mas, abraçado junto à pequena filha, ele segue o cochilo. A melhor parte da sesta ainda estava por vir. San recebe a bola, chuta de pé esquerdo, rasteiro. A bola passa por baixo do goleiro Ney e entra, para a felicidade do volante.
San dormiu por apenas uma hora. Mas o tempo foi o suficiente para que ele tivesse uma previsão daquilo que faria no Re-Pa. Um dia antes do clássico, na concentração do time, o jogador revelou o segredo ao seu companheiro de quarto, o lateral Marlon, que o guardou para si e esperou para ver o que iria acontecer. Não deu outra. Aos 33 minutos do segundo tempo de partida veio a consagração. O chute não foi de pé esquerdo, mas mesmo assim a bola passou pelo goleiro Ney e entrou.
Na comemoração, San usou as mãos para fazer um coração em homenagem às duas mulheres da vida dele. O sonho do jogador se tornou realidade, para a alegria de San, da esposa, da filhinha e de toda a nação remista. (Diário do Pará)

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