Neste domingo, encerra-se a visita de três dias de membros da Fifa que foram a Manaus avaliar as condições dos espaços escolhidos para centros de treinamento e apoio às equipes. A cidade apresentou cinco locais. O mais conhecido deles é o estádio do Sesi, que tem servido de palco para as partidas de futebol do Campeonato Amazonense e da Copa do Brasil. Não se sabe ainda qual a avaliação dos inspetores, mas a capital amazonense sabe que precisa acelerar para não ficar para trás.
Há graves problemas que precisam ser resolvidos em Manaus. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fez duras críticas ao aeroporto da cidade. O trânsito e os meios de transportes precisam passar por uma revolução. A rede hoteleira, o que menos preocupa, mesmo assim tem de sofrer ajustes. E o estádio Arena, que vai substituir o Vivaldão, ainda não decolou totalmente.
“Manaus foi quem primeiro iniciou as obras entre as cidades-sede”, diz o secretário de Esportes Júlio César Soares da Silva, que recebeu a equipe do DIÁRIO em seu gabinete depois de um seminário de três dias em Brasília para discutir a Copa do Mundo. “Nós fizemos um cronograma acelerado neste período. Estamos em fase de conclusão da terraplenagem e finalizando 50% das fundações. Com isso, podemos terminar a primeira fase em março e com forte possibilidade de instalar as arquibancadas inferiores até 2012”.
O plano de Manaus é sediar também a Copa das Confederações, que funciona como uma espécie de prévia da Copa do Mundo. Os prazos precisam ser cumpridos para que possa ser liberado o empréstimo de 400 milhões de reais. O valor total do estádio é de R$ 500 milhões.
Se há confiança na construção do estádio, há preocupação em relação à estrutura de Manaus. “A mobilidade da cidade é um problema a ser resolvido, independente da Copa do Mundo”, diz o secretário. Durante o período da Copa vai ser preciso pensar no transporte de turistas, das seleções, dos espectadores, da “família Fifa” e, além disso, na vida natural da cidade.
Segundo ele, Manaus está buscando iniciativas para um reordenamento urbano da cidade. “Tudo isso tem que ser pensado de forma antecipada”. O aeroporto é um calcanhar de Aquiles. Já foi considerado um dos maiores, hoje vive uma sobrecarga. “O plano é que haja uma ampliação do terminal de passageiros em 15%, ampliação da pista de pouso, que deve passar de 2.700 metros para 3.200 metros e o estacionamento, que vai ter capacidade para mais 2.500 veículos”, diz o secretário.
Quanto ao estádio, Júlio Cesar diz que não será um ‘elefante branco’. “Queremos revitalizar o futebol local e usar o estádio como palco para eventos e shows”, planeja. (Diário do Pará)
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