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Cosme não opinou, mas três foram liberados

Dessa vez não teve essa de deixar para depois e não conturbar o ambiente. Como já se aguardava, depois do anúncio do presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, logo após o jogo que custou a eliminação bicolor da Copa do Brasil, a Curuzu amanheceu

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Dessa vez não teve essa de deixar para depois e não conturbar o ambiente. Como já se aguardava, depois do anúncio do presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, logo após o jogo que custou a eliminação bicolor da Copa do Brasil, a Curuzu amanheceu ontem (8) com três jogadores a menos no elenco profissional: o lateral-esquerdo Elton Lira, o meia Alex Oliveira e o zagueiro Nei Baiano, todos cortados do plantel pela diretoria. O destino do trio foi decidido em reunião, sem a participação do técnico Sérgio Cosme, que ontem preferiu não dar entrevista aos jornalistas que cobriam o treino de reapresentação, realizado no campo do Kasa.

De acordo com o vice-presidente do clube, Toninho Assef, a saída dos jogadores teve motivação além do desempenho técnico. “Todos os três saíram pelo mesmo motivo, enxugar a folha de pagamento que está muito alta. Não tem condições. Só em pagamento de jogadores está em torno de 280 mil reais”, revela.

Assef descartou, por enquanto, a saída de mais atletas. “No momento não haverá (mais demissões)”, e também reconheceu que o assunto foi tratado apenas entre a diretoria, mas descartou que isso signifique falta de prestígio de Sérgio Cosme. “Foi tudo decidido em uma reunião entre o presidente Luiz Omar e a diretoria. O técnico tem todo apoio nosso, ele foi contratado para o Campeonato Paraense, a Copa do Brasil e o Brasileiro. O que acontece é que ele tem sido perseguido demais. Ele está prestigiado, a gente reconhece o trabalho que ele vem fazendo”, pontua.

O jeito é segurar a pressão

Do trio liberado pelo Paysandu, Nei Baiano jogou poucos minutos e foi o único que não chegou a ser titular na equipe. Ele se apresentou na Curuzu no dia 23 de fevereiro. Alex Oliveira aportou antes, no dia 4 de janeiro, foi titular, mas sofreu com problemas de contusão e críticas pelo seu desempenho em campo. Elton Lira foi apresentado em 25 de fevereiro e teve o destino selado com as duas atuações irregulares contra o Bahia, pela Copa do Brasil.

No jogo de Salvador, Lira foi o responsável pelo pênalti que resultou no primeiro gol do tricolor, que levou a vaga para a próxima fase da competição. Entre os atletas que continuam no plantel alviceleste, ficou o lamento pela saída dos colegas. Sidny afirmou que é preciso superação. “Nossa chateação maior é não ter passado de fase na Copa do Brasil, isso a gente fica muito triste. Os companheiros saindo ficamos tristes também”, citou.

Mendes também lamentou. “Dispensa é sempre triste, nenhum jogador gosta quando os companheiros vão embora, ainda mais quando você cria um vínculo. Agora temos que pensar dentro de campo. Fora dele existe uma diretoria e as pessoas competentes para tomar decisões”. O ala esquerdo Brayan, que perdera a vaga para Elton Lira, engrossou o coro. “Lamento pelo acontecido, não queria que fosse assim, não queria ganhar a posição dessa forma. (Diário do Pará)

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