Antes de a coisa esquentar, ainda no embalo da conquista do primeiro turno, Sérgio Cosme conversou com o Bola, abriu o coração e foi sincero sobre dois temas que estão novamente nas rodas de bate-papo essa semana: a sua própria permanência no cargo de técnico do Paysandu e também sobre o Re-Pa. Cosme rechaçou a fama de “derruba técnico” do clássico e exaltou o projeto a longo prazo.
“Sabe pra que serve Re-Pa? Aquele que perder é para mandar a comissão técnica e jogadores embora. As equipes daqui têm que pensar grande, em Vasco, Palmeiras, para não viver só de Re-Pa. Só tem dois, três Re-Pa por ano e caem nessa frustração. Mandam embora porque perdem Re-Pa. Isso não é futebol a longo prazo. Já pensou se o Santos perdesse para o Corinthians e mandasse a comissão técnica embora? É trabalho para outras competições”, disse Cosme à época.
E a diretoria do Paysandu demonstra comungar do pensamento de Sérgio. O vice-presidente bicolor, Toninho Assef, garante que o planejamento segue sem alterações. “Uma derrota é sempre ruim. A semana é para trabalhar, unir mais o grupo e o Paysandu sempre manteve sua tradição em clássicos. Nosso relacionamento com o técnico está normal. Será feito o trabalho essa semana. Não tem nada errado, está tudo certo. Não desmerecemos o trabalho do Cametá. Não tem desculpa também”.
Sem acesso aos treinos, Fiel protesta no mundo virtual
No treino de ontem (25), participaram apenas os jogadores do Papão que não foram relacionados para participarem do jogo de domingo passado que acabou em derrota para o Cametá. Entre a turma comandada pelo preparador físico auxiliar Edmilson Prado, os titulares Hebert, Sidny e Alexandre Carioca estavam a pleno vapor, visto que forçaram o terceiro cartão amarelo para estarem aptos ao Re-Pa do dia 1º de maio. Mendes, que foi poupado do jogo passado, não participou da atividade.
Com os portões fechados ao torcedor durante o treino, algo comum depois da primeira derrota no turno para o Independente, os bicolores protestam pelos sites de relacionamento, como o candidato derrotado nas eleições passadas, Ubirajara Lima, que publicou em seu blog - intitulado ‘Novos Rumos’ - um texto com críticas ao trabalho da diretoria e comissão técnica.
Hebert, o selecionado para conversar com a imprensa, não escapou de responder sobre a insatisfação da Fiel com a derrota às vésperas do clássico. “Eu entendo que o torcedor cobre, não apenas do treinador, mas também dos jogadores. É como eu falo sempre, o torcedor é aquilo que a gente faz dentro de campo. Se a gente não ganha os jogos, é lógico que o torcedor vai cobrar, pedir a saída de alguém. Eu acredito que podemos dar a volta por cima, os jogadores, a comissão técnica e a diretoria. Se ganharmos os jogos e conseguirmos ir às semifinais, o torcedor vai estar ao nosso lado”, acredita.
Ao menos um grupo de torcedoras está mesmo do lado dos bicolores. Pouquíssimo preocupadas com os últimos resultados, as ‘maria-chuteiras’ furaram o bloqueio do treino de ontem e divertiram o plantel ao elegerem seus alvos para a ‘azaração’, entre gritos e pedidos de autógrafos. (Diário do Pará)
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