Recuperação. A palavra significava a importância de uma vitória no Re-Pa para o Paysandu. O clube vinha de uma derrota para o Cametá e precisava dos três pontos para continuar vivo e com chances de classificação para as semifinais do segundo turno do Parazão. Além disso, essa poderia ser a última partida do técnico Sérgio Cosme ao comando do Papão. Sabendo disso, o treinador não inventou e escalou o que de melhor tinha no elenco, tirando do time jogadores contestados pelas últimas atuações, como o lateral Elton Lira e o meia Alex Oliveira.
Por outro lado, no Remo, o momento era um dos melhores. O Leão vinha de três vitórias consecutivas no Estadual e vencer o jogo contra o maior rival significaria um grande passo para conseguir a tão perseguida vaga à Série D do Brasileirão. Com todos os seus atletas à disposição, Paulo Comelli tinha as esperanças de gols, principalmente, no veloz Jaílton Paraíba. O atacante Finazzi ficou no banco como opção.
Nas arquibancadas, festa, muita festa. Mesmo com ingressos caros, diversos clássicos pelo País e a transmissão ao vivo pela televisão, o torcedor ainda compareceu em grande número ao estádio Mangueirão. Em especial, o Fenômeno Azul. Normal, afinal, o Remo estava embalado na competição. Porém, a Fiel também não deixou de incentivas o Paysandu a sair do mau momento.
1º TEMPO
E foi com esse ‘calor’ vindo das arquibancadas que o árbitro paulista Luiz Flávio de Oliveira deu o apito inicial. Antes, um minuto de silêncio em homenagem ao ex-jogador Leônidas Castro, que já atuou na dupla Re-Pa. Logo aos 22 segundos, grande chance para o Remo. Rodrigo Dantas chutou cruzado e a bola parou, livre, na área do Paysandu e ninguém apareceu para finalizar. Nos primeiros 10 minutos, era nítido o domínio azulino.
Porém, a partir daí, os bicolores recuperaram a posse de bola e melhoraram as ações ofensivas. Aos 14 minutos, boa chance. O lateral-esquerdo Bryan recebeu passe preciso de Mendes. O jogador entrou na área, mas não conseguiu passar pelo goleiro Lopes, que defendeu chute. Com 26, contra-ataque do Papão. Sidny, na velocidade, ficou de frente para os zagueiros do Leão, porém não viu Mendes, que estava livre para marcar.
E como em grande clássico que se preze, o gol não deveria demorar a sair. Aos 30 minutos, o volante Vanderson, capitão bicolor, recebeu a bola no meio e chutou forte de fora da área. Lopes ainda se jogou para defender, mas não teve jeito. Bonito gol. Paysandu 1 x 0 Remo. O interessante era a postura dos treinadores no campo. Enquanto Sérgio Cosme, mesmo vencendo, estava irrequieto à beira do gramado, Paulo Comelli era mais contido.
Apesar de ter uma defesa mais ‘pesada’, o Paysandu conseguia frear as investidas do ataque do Remo. Aos 40 minutos, Rodrigo Dantas teve a sua primeira oportunidade no jogo. Marcou, de cabeça, mas com falta. Aos 42, quase o segundo do bicolor. Alisson arriscou e Lopes espalmou firme, para escanteio. E o primeiro tempo ficou na vitória do Paysandu. (Gustavo Pêna, DOL)
Ficha Técnica:
Paysandu: Alexandre Fávaro, Sidny, Hebert, Ari e Brayan; Vanderson, Alexandre Carioca, Alisson e Andrey; Rafael Oliveira e Mendes.
Técnico: Sérgio Cosme.
Remo: Lopes; Rafael Granja, Diego Barros, Rafael Morisco e Marlon; San, Mael, Thiaguinho e Ratinho; Paraíba e Rodrigo Dantas.
Técnico: Paulo Comelli.
Local: Estádio Olímpico Edgar Proença (Mangueirão) – Belém (PA).
Cartão amarelo: Alisson e Vanderson (PSC). Thiaguinho (REM)
Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira (aspirante à FIFA-SP).
Auxiliares: Lúcio Ipojucan Ribeiro da Silva Mattos e José Ricardo Guimarães Coimbra.
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