Para Tuna e Castanhal, a hora agora é de juntar os cacos e pensar no futuro. E se esse futuro não é muito animador, é bom analisar o que deu de errado. “Fizemos até boas apresentações, principalmente no returno. Mas pecamos em deixar o Flamel ir embora e não conseguimos trazer um camisa 10.
Um jogador que desmontasse a zaga adversária, enfim, fosse um ‘homem-gol. Além disso, apostamos em jogadores conhecidos no futebol local que deram certo em outros clubes, porém não vingaram com a gente”, afirmou Gil Corrêa, presidente do Castanhal. O jogador Flamel, citado por Corrêa, saiu do Castanhal ainda em fevereiro para jogar no Confiança (SE).
Fabiano Bastos, presidente da Tuna, também analisou a queda. Para ele, o aspecto financeiro e a atual configuração do futebol paraense desfavoreceram. “Não dá para fazer futebol sem dinheiro, não escondo de ninguém esse problema. O último campeonato que Tuna tinha disputado foi em 2007. Voltamos com dificuldades e estávamos mais na coragem de honrar nosso nome, pois patrocínio, sem ser o do Governo, aqui não existiu. Investidor quer investir em time que pode dar retorno”, conta Bastos, que acrescenta. “O futebol paraense está nessa situação, porque a Federação (Paraense de Futebol) faz o campeonato para Remo e Paysandu. Fomos prejudicados muitas vezes pela arbitragem”.
A Águia do Souza e o Japiim foram as equipes rebaixadas do Campeonato Paraense 2011. Detalhe: as duas agremiações são justamente as mesmas que festejaram o acesso à elite no ano passado. Ambas, no momento, compartilham do mesmo pensamento para sobreviver até dezembro, quando a segundinha iniciará: trabalhar a base das equipes. As diretorias adiantam que a ideia é dispensar todo o elenco, com exceção da garotada da base.(Diário do Pará)
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