Fora a polêmica do (desgastante) caso Edílson Belém, o Galo Elétrico de Tucuruí foca todas suas atenções para a partida decisiva contra o Cametá, domingo que vem, no Navegantão. Podendo até perder por um gol de diferença, os jogadores preferem manter o discurso da humildade, sempre respeitando a boa equipe do Mapará. “Mesmo com a vantagem, não podemos vacilar no Navegantão. O time do Cametá é perigoso e temos que continuar jogando um bom futebol para ganharmos o título”, disse o lateral Lima.
Além da classificação para a final da Taça Açaí, equivalente à final do Parazão 2011, uma vantagem muito importante estará em jogo em Tucuruí: o mando de jogo da segunda partida da finalíssima. Com uma nova vitória em cima do Mapará, desta vez no Navegantão, o Independente garante o benefício de decidir, em casa, o título do Campeonato Paraense.
O atacante Wegno, autor do gol da vitória do Galo no Parque do Bacurau, vê com bons olhos a vantagem futura. “Vamos jogar com o regulamento embaixo do braço, podemos até perder que nos classificamos, mas se der pra vencer a gente aproveita os contra-ataques, igual na partida passada”, afirmou. Já Sinomar Naves prefere manter o foco na classificação. “São 180 minutos de uma final equilibrada. Ganhamos nos primeiros 90, agora falta a outra metade”, lembra o treinador.
FUTURO DE EDILSON
O presidente do Galo, Deley Santos, rebateu a acusação de que Edílson Belém não foi nem para o banco no jogo de domingo (5) por ciência do clube sobre as irregularidades. “É muito simples: ele não foi porque não havia necessidade de três zagueiros no banco de reservas. De qualquer forma, o jogador estava sob julgamento, vai que o Cametá também resolve entrar com um pedido contra gente. Já pensou... Cametá e Remo contra a gente?”, indaga. Por isso mesmo, Deley adianta que o futuro do atleta está incerto no clube. “Vamos ter uma conversa com o advogado dele e com o próprio TJD para decidir. Por que eu vou ficar me arriscando?”, questiona. (Diário do Pará)
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