Como na agenda, por enquanto, só há previsão para amistosos pelo interior, a diretoria remista quer essa comissão técnica caseira e centralizar o futebol nos jogadores que vieram da base. Tudo para diminuir os custos. Além de Fran Costa, fala-se em nomes como Charles Guerreiro e Sinomar Naves para treinador. Mas, tanto Guerreiro, quanto Naves, estão comprometidos com São Raimundo e Independente na Série D, respectivamente. Uma prova de que seus trabalhos deram frutos no interior, onde ganharam uma chance. Sem contar que ambos já passaram por Remo e Paysandu e acabaram preteridos.
Contudo, para o torcedor remista José Jardim, 24 anos, a solução é mesmo apostar em um treinador que conheça as peculiaridades do futebol paraense. “O que o Remo precisa agora é começar do zero. Montar uma nova equipe, formando base, para passar e pensar em crescer. O Remo não tem dinheiro e, o que é pior, não tem nem fonte de renda, já que está fora de competições. Pegar um treinador da casa, que tenha conhecimento do futebol paraense é fundamental para esse trabalho”, sustenta.
A opinião do torcedor referenda o bom trabalho que os comandantes locais tem conseguido desenvolver, acredita Fran Costa. “É uma questão de consciência e reconhecimento de treinadores locais, pelo trabalho que foi realizado. O Cametá finalizou os dois turnos, mas nem sempre quem joga melhor sai vencendo. Isso aconteceu conosco. Lá no Cametá quase todos são regionais, a comissão e os jogadores. Cada um é de um município, o Mocajuba é de Mocajuba, o Leandrinho de Ananindeua, o Leandro Cearense de Castanhal...”, exemplifica. (Diário do Pará)
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