Em 20 jogos disputados no Campeonato Paraense 2011, a defesa do Paysandu sofreu 38 gols, foi a segunda pior da competição, com uma média de quase dois por partida. E, foi justamente, o setor defensivo o apontado pelo técnico Roberto Fernandes como o ponto mais fraco do time. “Numa decisão, você não pode tomar cinco gols em dois jogos contra qualquer que seja o adversário. Muito se fala na criação, mas o principal defeito da equipe, que não conseguimos corrigir, é questão defensiva”, critica o treinador.
Embora sem possuir um meio campo criativo, o técnico bicolor lembra que a equipe conseguiu fazer cinco gols em uma decisão, mas ressalta os outros cinco sofridos. “Por maior problema que possa ter na armação de jogada, mas sem a criação, fizemos cinco gols. O time jogou o campeonato praticamente inteiro com três volantes e ainda assim terminou como uma das defesas mais vazadas”, acusa Roberto Fernandes, que segue a análise. “Às vezes, a gente se torna repetitivo numa tecla, mas eu te pergunto: com cinco gols feitos numa final, dá para reclamar de falta de criação? Pegue as finais do Brasil inteiro e veja quantas equipes fizeram cinco gols em dois jogos. Mas também sofremos cinco gols, então, em relação à grandeza do Paysandu, aí está o desequilíbrio”, aponta. (Diário do Pará)
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