A partida entre Brasil e Argentina não pode ter o glamour de tempos atrás, principalmente por não ter as grandes estrelas de ambas as seleções, mas para o torcedor bicolor é motivo de tirar sarro com os torcedores rivais, do Clube do Remo, por ter dois atletas convocados pelo técnico Mano Menezes que passaram pelo estádio da Curuzu: o lateral-esquerdo Bruno Cortês e atacante Borges.
Mas a gozação mesmo fica para os torcedores do Leão ao refletir sobre o passado desses dois jogadores no clube paraense. Bruno Cortês, antes de chegar ao Botafogo e seleção brasileira, foi contratado para reforçar o ataque do Paysandu em 2007, com 19 anos. Entretanto, passou aproximadamente dois meses no clube e acabou sendo liberado por não ter conseguido legalização para atuar.
Depois do Papão, Cortês jogou no futebol mineiro, tocantinense e até do Qatar, só que foi no Rio de Janeiro que conseguiu se destacar, mas como lateral-esquerdo. Em 2010, foi um dos principais jogadores do modesto Quissamã (RJ), da terceira divisão carioca, credenciando-se para um contrato com a também modesta equipe do Nova Iguaçu (RJ), em 2011, na qual recebeu o prêmio de craque do Campeonato Carioca. No segundo semestre foi contratado pelo Botafogo, continuou jogando muito bem e acabou sendo convocado para a seleção canarinho.
Diferente de Cortês, o atacante Borges, aos 23 anos, teve mais oportunidades com a camisa alviceleste no ano de 2004. O atual artilheiro do Campeonato Brasileiro saiu do São Caetano (SP) e chegou ao Paysandu para tentar resolver o problema do ataque bicolor, que ficou órfão após a saída do ídolo Robgol para o futebol japonês.
Borges atuou no Bicola por nove vezes na Série A do Campeonato Brasileiro – começou como titular por cinco oportunidades – com duas vitórias, quatro empates e três derrotas, não fez gol algum. Agora, no Santos (SP), Borges já marcou 19 gols, em 22 partidas.
Maranhense de nascença, mas paraense de coração, Elkeson vive sua melhor fase no Botafogo, ganhando a chance de defender pela primeira vez a seleção brasileira. Além da estreia com a camisa verde e amarela, Elkeson jogará pela primeira vez profissionalmente no Estado. “A felicidade é muito grande, retornar ao Pará depois de 11 anos. Eu comecei a jogar bola em uma escolinha em Marabá aos oito anos, é uma grande felicidade para a minha família também”, disse Elkeson que revelou que torcia pelo Clube do Remo quando criança.
PASSOU EM BRANCO: Borges não fez nenhum gol na sua passagem pelo Papão em 2004. Hoje, é artilheiro do Brasileirão.
FALTOU ELE A maior decepção da torcida paraense nessa vinda da seleção, é a ausência de Paulo Henrique Ganso, que sofreu nova lesão no amistoso entre Brasil e Gana. (Diário do Pará)
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