Além da má pontaria, o técnico do Paysandu, Nad, também aponta a imaturidade do time como uma das causas da queda alviceleste na primeira partida do estadual. “Um dos gols que nós tomamos foi pela falta de experiência. Às vezes você toma um gol e tem de pagar por isso, mas faz parte, o grupo é jovem, criou bastante, teve muita oportunidade”.
Nad, apesar do clima pesado, elogiou a equipe. “Quero parabenizar o grupo pela entrega, pela determinação. Os jogadores foram a campo determinados, não se esconderam para o jogo. Eu acho que estamos no caminho certo”. Nad acredita que nenhuma das alterações feitas por ele foi determinante para a derrota. “Eu tomei o segundo gol depois que fiz as mudanças. Tirei o Robinho no meio porque ele não estava bem, já estava um pouco desgastado. E as saídas de Luan e Nenê foram por conta do cansaço, eles pediram para sair”.
Para o experiente atacante Zé Augusto o que está doendo é saber da superioridade dos donos da casa no jogo todo. “Hoje fomos surpreendidos por duas bolas onde a gente deixou o adversário um pouco à vontade e eles fizeram os gols, mas estamos tranquilos com o que apresentamos em campo”. O goleiro Ronaldo também acredita que a derrota nasceu de dois lances isolados. “No primeiro tempo, uma bola em que o Tobias escorregou. E no segundo, bola parada, que é típico do futebol e realmente se a gente não ficar atento sofre os gols. E influenciou muito o fato de termos perdido vários gols”, analisa.
O meio-campista Robinho reforça o discurso do treinador alviceleste. “Quem veio ao estádio viu um Paysandu diferente, lutando, mostrando garra”.
Estranho... Djalma não ficou nem entre os reservas
O meia Djalma, que havia treinado entre os titulares em todos os dias da semana anterior ao jogo contra o Cametá, não apareceu sequer no banco de reservas. O técnico Nad explica que não relacionou o jogador para a disputa por uma questão técnica.
Djalma chegou a ir para a concentração, no entanto foi cortado. “Eu estava trabalhando com dois meias ofensivos, testei os dois durante vários coletivos, mas ele não foi bem, eu achei que o time estava jogando com dois meias do mesmo estilo. Então, optei por colocar três atacantes, um pelo meio e dois abertos, com o Robinho sendo o segundo homem correndo por trás, e os laterais também chegando. A saída do Djalma foi por uma opção técnica porque o estilo dele é o mesmo do Robinho”, argumenta.
O técnico diz que cortou o atleta por uma escolha tática, mas mesmo assim insistiu com ele no time principal até as vésperas da partida. A saída de Djalma não deixou o meio campista Robinho sobrecarregado, segundo análise feita pelo próprio jogador. “Eu já vinha jogando assim e estava me saindo bem”, explica o jogador, que também lamentou a ausência do companheiro. (Diário do Pará)
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