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ESPORTE PARÁ

Sinésio é uma das armas da Tuna

Não há tempo para a Tuna comemorar a vitória sobre o Independente, sequer para o Águia lamentar a queda diante do Remo. As duas equipes se enfrentam na tarde de hoje, às 16h, no Souza. É bem verdade que o time marabaense não fez má partida diante dos azul

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Não há tempo para a Tuna comemorar a vitória sobre o Independente, sequer para o Águia lamentar a queda diante do Remo. As duas equipes se enfrentam na tarde de hoje, às 16h, no Souza. É bem verdade que o time marabaense não fez má partida diante dos azulinos, mas a estreia com derrota, mesmo que por detalhe, gera certa expectativa para a conquista dos primeiros pontos.

A equipe tunante surpreendeu os atuais campeões estaduais fora de casa, pela primeira vez na história - as outras duas vezes em que Tuna Luso e Independente haviam se enfrentado no Estádio Navegantão, em Tucuruí, o Galo Elétrico saiu vitorioso. “É sempre bom estrear com uma vitória fora de casa. Mas agora o foco é todo no Águia, que vem de derrota e com certeza partirão pra cima da gente”, comentou o zagueiro Max Melo, mostrando certa preocupação.

O ala Sinésio foi o destaque do último jogo, marcando os dois gols da vitória cruzmaltina, ambos de bola parada (pênalti e falta). Foi justamente a mesma arma usada pelo Clube do Remo contra o Águia, algo que o técnico João Galvão deu enfoque especial conversando com os jogadores, já que não teve tempo de realizar treinamentos no intervalo entre as rodadas. “Conhecemos muito bem o Sinésio, que já esteve no Águia, então precisamos estar atentos para não bobearmos com a bola parada. Temos de diminuir mais o espaço na marcação para não deixarmos o adversário jogar”, enfatizou João Galvão.

Para a partida de hoje à tarde, o comandante cruzmaltino, Charles Guerreiro, colocará em campo exatamente a mesma equipe que iniciou o jogo contra o Independente. A única mudança será no banco de reservas, onde há revezamento de jogadores. O goleiro Cleber dará a vez ao veterano Inácio.

Mal deu pra descansar, alega Galvão
Um jogo atrás do outro, com apenas 52 horas de descanso, é um agravante para a atual situação do Águia. O time já tenta encarar as dificuldades ocasionadas por conta da pré-temporada curta, assim como a sobrecarga muscular que os atletas receberam durante a preparação física e o elenco reduzido.

Em meio a tantos problemas, a equipe terá de voltar a campo em menos de três dias após sofrer a derrota para o Remo. O tempo será muito curto para que o técnico João Galvão possa corrigir as falhas. “Não dá tempo nem de respirar direito. Acredito que não temos esse problemão todo, mas o que podemos fazer neste momento é passar bastante orientação à equipe”, destacou o comandante azulino.

Galvão ainda deve achar uma saída para o setor de criação, que pode ser desfalcado pelo meia Flamel, que vinha sentindo dores no quadril. A expectativa no duelo de hoje também é para a volta do zagueiro Roberto. A derrota para o Remo pode realmente trazer um pouco de insegurança ao plantel, porém o Águia tem tradição de engrenar no decorrer da competição.

Tanto que, em 2008 e 2010, quando foi vice-campeão, estreou no Parazão perdendo para Vila Rica e Cametá, respectivamente. (Diário do Pará)

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