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ESPORTE PARÁ

Nad não eliminou as suas dúvidas

O último treino coletivo do Paysandu serviu para que o técnico Nad fizesse quatro mudanças no time titular, além de alterar o esquema tático, mas ainda assim o treinador bicolor tem dúvidas para definir a equipe. A zaga e o meio campo formam um grande pon

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O último treino coletivo do Paysandu serviu para que o técnico Nad fizesse quatro mudanças no time titular, além de alterar o esquema tático, mas ainda assim o treinador bicolor tem dúvidas para definir a equipe. A zaga e o meio campo formam um grande ponto de interrogação na cabeça do comandante do grupo alviceleste. Já o setor ofensivo não terá mais três atacantes.

Na defesa, no lugar de Darlan, suspenso, entrou Thiago; já o volante Neto recuou na vaga de Tobias, enquanto Vanderson ganhou a posição no meio e Juba formará dupla com Heliton no ataque. A atuação dos laterais como alas, apoiados por três jogadores mais recuados, deixou a equipe num sistema semelhante ao 3-5-2, mas Nad pensa diferente. “Fiz um trabalho no 4-4-2, mas com o Vanderson saindo um pouco mais ali na frente. De acordo com o posicionamento do adversário, vai ser o comportamento dele”, explica.

Para o volante, fazer esta função não será nenhuma novidade. “No Vitória (BA), cheguei a jogar na zaga e como líbero. Com a bola, eu adianto um pouco e sem ela volto para ser um terceiro zagueiro, ficando na sobra do Neto e do Thiago”, explica.

Emprestado ao Bragantino para disputar a primeira fase do Parazão 2012, o atacante Juba terá a primeira chance com a camisa bicolor desde que voltou para a Curuzu. “Estou preparado para agarrar com unhas e dentes essa chance”.

A chuva como cartão de visita
A chegada do experiente zagueiro Da Silva, 30 anos, o mais novo reforço para o sistema defensivo do Paysandu, aconteceu na madrugada de quarta para quinta-feira. Ocorreu tudo normal no desembarque do atleta no aeroporto de Belém, mas durante a apresentação dele, na Curuzu, ontem à tarde, Da Silva ficou surpreso com a temperatura da capital paraense, que chegou a registrar raros 23 ºC.

O tempo chuvoso, com o vento frio, fez com que o jogador paulista se sentisse em casa. “Parece até que estou em São Paulo (risos). Eu até comentei com o professor Zé Carlos”, revela. Da Silva já participou do primeiro treino físico com o grupo, no estádio bicolor, que está com o gramado bastante castigado por conta das chuvas. Embora saiba das condições dos campos em que vai jogar, o zagueiro acredita que não vai ter dificuldades para alcançar a forma física ideal. “Acho que estou dentro do peso, então nos próximos dias vocês já devem me ver em ação. É claro que depende do professor, ele vai escolher, mas eu quero jogar o mais rápido possível”, adianta.

Antes de ser contratado pelo Paysandu, Da Silva estava no Anápolis (GO), mas também já teve passagens pelo futebol Chinês, além de outros clubes. Diferente da pressão nas antigas equipes, no Paysandu, o zagueiro vai encontrar muita cobrança de uma torcida que pelo sexto ano consecutivo vai exigir o acesso do time à série B. “Eu estava até comentando na minha casa, que o Paysandu foi um time que eu vi jogando a Libertadores. Na época eu até falei: que torcida é essa? Então, é uma torcida linda, guerreira, que gosta de ver o time jogar, pega no pé. Já estamos cientes da pressão. Inclusive eu não sabia como estava aqui, mas agora é comigo mesmo”, avisa. (Diário do Pará)

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