Em um Parque do Bacarau reformado e com um gramado superior ao do ano passado, Remo e Cametá empataram em 2 a 2. Só faltou darem uma atenção maior para o sistema de energia elétrica do estádio. Aos 32 minutos do segundo tempo, as luzes dos refletores apagaram. O Mapará vencia. Na volta do jogo, quem voltou mais aceso foi o Leão. Pressionando e com um jogador a mais, consegui o gol salvador: Balú cruzou na área, o goleiro Evandro saiu completamente errado e Rodrigo Ayres cabeceou para dentro do gol. Com o resultado, o Remo continua líder invicto na competição, mas viu a sua zaga tomar os primeiros dois gols da competição.
O Cametá iniciou o jogo mais afoito. Utilizando os seus laterais, conseguia chegar à área azulina, mas sem grande perigo. Já próximo aos 20 minutos, o Remo gradativamente passou a chegar à área do Marapá e equilibrou a partida. Entretanto, o Leão dava a impressão que estava melhor, pois era mais objetivo e chutava a gol. Marciano perdeu uma boa chance dentro da área cametaense, quando recebeu um cruzamento, mas demorou a concluir. Alguns minutos depois, Rodrigo Ayres chutou de fora da área, o goleiro Evandro espalmou em cima do Aldivan, que chutou para nova defesa do goleiro. Mas, o Remo pagou pelo excesso de preciosismo. Aos 41 minutos, Halisson, mesmo com cabeça enfaixada, subiu mais alto que os zagueiros remistas para abrir o placar, de cabeça.
O segundo tempo iniciou eletrizante. Dentro da área, Marciano tirou do repertório uma meia bicicleta e empatou. Mas, nem deu para comemorar. Um minuto depois, Soares pegou a sobra de uma bate rebate na área azulina e finalizou no canto direito de Jamilton. O gol aqueceu os cametaenses. Paty, por muito pouco, não ampliou. Com tanta energia dentro de campo, sobrou para os refletores que se apagaram. Melhor para os visitantes. Rodrigo Ayres, iluminado, deixou tudo igual novamente. Fim de papo.
Ayres mira sequência positiva
Seguindo na sua análise do comportamento azulino na partida, o técnico Sinomar Naves destacou a entrada do atacante Cassiano. Com Cassiano em campo, o treinador deixou seus dois homens de frente, Rodrigo Ayres e Marciano, mais livres. Daí, foi que apareceu o entrosamento entre o lateral-direito Balú e o atacante Rodrigo Ayres.
“Ele (Rodrigo), desde o gol em Barcarena, sempre brincou comigo: cruza a bola e sai para comemorar o gol”, revelou Balú, no final da partida, referindo-se ao cruzamento que resultou no gol do companheiro de ataque.
Rodrigo Ayres, autor do gol salvador, aproveitou o momento para responder às críticas que vinha sofrendo. Ele passou em branco nos três primeiros jogos do Leão e, de acordo com ele, ainda possui fortes concorrentes. “Atacante vive de gols, mas hoje (ontem), fiz uma boa apresentação. Não só eu, mas como toda equipe. Espero que daqui pra frente seja assim”, planeja. Rodrigo Ayres teve o seu dia de herói remista.
EM NÚMEROS
1º gol - O centroavante Rodrigo Ayres assinalou o seu primeiro gol com a camisa azulina. (Diário do Pará)
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