O dia mais aguardado do ano, até o momento, para remistas e bicolores chegou. O confronto de hoje, às 16 horas, no Mangueirão, vai servir para que os torcedores de Paysandu e Clube do Remo possam fazer uma análise mais consistente da atuação de seus clubes, atualmente formados por uma mistura entre jogadores experientes e garotos criados nas divisões de base de cada time. Se houver um vencedor, o duelo também vai definir o futuro dos rivais no primeiro turno do Campeonato Paraense 2012.
A mescla entre experiência e juventude é predominante no Leão, enquanto o investimento na molecada é mais evidente no Papão, tanto que o time titular alviceleste tem apenas três atletas acima dos 25 anos. Com média de idade de 24 anos, os bicolores vão a campo com uma equipe composta por seis jogadores criados no próprio clube, alguns deles, aliás, com idade abaixo da média. É o caso do atacante Bartola, 17 anos, aposta do Paysandu para esta temporada.
Bartola acredita que a pressão sofrida pelo Papão e a responsabilidade carregada por ele não vão ter influência negativa. “Isso daí não vai pesar muito para mim, porque o meu pai conversa bastante comigo e eu já estava preparado para isso tudo que está acontecendo agora”, ressalta o jogador, que deve iniciar como titular ou entrar no segundo tempo.
Já a média de idade dos remistas é maior que a dos bicolores, mas nem tanto, 26 anos.
Contudo, o Leão possui no time titular jogadores com idade bem acima da de alguns bicolores, caso do atacante Marciano, que aos 31 anos é uma das principais esperanças de gol do Leão.
Exemplo da distância entre Bartola e Marciano pode ser conferida fora das quatro linhas. Bartola ainda cursa o ensino médio, enquanto Marciano já possui até diploma de advogado.
Mas, independente de experiência ou juventude, o Re-Pa de hoje pode garantir a classificação azulina às semifinais do primeiro turno e eliminar os bicolores de forma antecipada.
Mas, pode ser que os alvicelestes iniciem sua reação justamente diante do maior rival e, de quebra, repassem as preocupações e ameaças de crise para o outro lado da Avenida Almirante Barroso.
Somente depois da partida deste domingo que a torcida alvi-azul ou a remista vai poder preparar as gozações para rir da queda das máscaras de um, ou da despedida precoce do outro...
De um lado euforia, do outro decepção
Os torcedores do Clube do Remo mostram mais empolgação e ansiedade para a chegada do Re-Pa deste domingo do que os bicolores.
Nas redes sociais, seguidores do twitter @sigaRemo se mostravam empolgados com a proximidade do confronto, inclusive iniciando a campanha #arreda_arreda_arreda, em alusão à ocupação do espaço destinado a torcida do Paysandu no Mangueirão. “Ou a torcida deles arreda, ou a gente passa por cima! #arreda_arreda_arreda”, disse o twitter @iagofsimoes.
Do outro lado, a situação é bem diferente. As repetidas campanhas frustrantes na Série C têm desestimulado até os torcedores mais fanáticos do Papão. No Parazão, nos jogos em que o bicola foi mandante o público não passou da casa dos 3 mil – enquanto, no lado remista, passou dos 10 mil.
O próprio perfil @sigaPaysandu fez apelos na rede. “Se depender das declarações dos torcedores no twitter, a torcida do @sigaRemo vai sozinha para o Mangueirão domingo. #Protesto”.
A venda dos ingressos começou na quinta-feira (26), mas a procura foi fraca, principalmente pelo torcedor do Paysandu. Foram colocados à venda 37.698 ingressos, divididos em 30 mil para arquibancada, 2.856 mil cadeiras lado A, 2.772 mil cadeiras lado B e 1.030 para torcidas organizadas. (Diário do Pará)
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