Às vésperas do clássico que determinará a corrida da Tuna Lusa por uma vaga na semifinal do primeiro turno, um simples vento, que depois se transformou em furacão, sacudiu a estrutura do castelo lusitano, que aparentemente é feito de cartas de baralho.
Já no início do treino da manhã de ontem, o zagueiro Vitor Hugo, recém-contratado, foi à sala da diretoria para pedir as contas ao presidente Fabiano Bastos. Segundo o atleta, o verdadeiro motivo da saída foi por não aguentar mais as condições de hospedagem do alojamento da Tuna. “Não fui tratado bem, passei quase duas semanas aqui e nem o lençol de cama do meu quarto foi trocado, além de eu ter pegado uma virose no final de semana passado e não recebi nenhuma assistência aqui”, revelou o atleta.
No campo, Charles Guerreiro comandava o apronto final para a importante partida contra o Clube do Remo, no Baenão. Faltando 40 minutos para o término, os jogadores Lineker e Fabio Oliveira saíram mais cedo para o chuveiro para serem poupados do forte calor matinal quando Fabiano Bastos, que acompanhava o treino, fez sinal de positivo para o experiente atacante que respondeu com gesto negativo e mostrando uma enorme inflamação perto do ombro esquerdo. Quando foi questionado da causa da enorme ‘nascida’ no ombro, Fabio Oliveira começou a cuspir abelhas africanas para cima do presidente Bastos, reclamando das péssimas condições do alojamento dos atletas, além de não ter comida de qualidade e água não filtrada.
Depois das alegações feitas por Oliveira, outros jogadores também começaram a tomar partido e também se queixar das péssimas condições do alojamento. Em defesa da estrutura do clube, o diretor de futebol Fernando Chipelo contra-argumentou, tentando desmentir tudo para a imprensa. “Nós temos dois funcionários que limpam todos os quartos uma vez ao dia. E a comida dos atletas é de boa qualidade, tanto que pelo menos duas vezes na semana nós da diretoria, juntamente com o presidente, almoçamos aqui no clube”.
Fica a grande dúvida: com que clima os jogadores e diretoria estarão hoje para a partida contra o Clube do Remo?
Não fui tratado bem, passei quase duas semanas aqui e nem o lençol de cama do meu quarto foi trocado, além de eu ter pegado uma virose no final de semana passado e não recebi nenhuma assistência aqui.”
Vitor Hugo, ex-zagueiro da Tuna (Diário do Pará)
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