A rivalidade entrará em campo na noite de hoje em Santarém. São Raimundo e São Francisco se enfrentam no chamando clássico Rai-Fran, um dos mais tradicionais confrontos do Pará. O embate voltou a acontecer no Campeonato Paraense 2012 depois de 12 anos. No primeiro turno, ninguém foi de ninguém e o clássico terminou empatado em 1 a 1 com o Estádio Barbalhão cheio, como há muito tempo não se via. Mas, ao longo do primeiro turno, os rivais terminaram praticamente abraçados com suas campanhas pífias - o Pantera em sétimo e o Leão santareno em sexto, ambos com a mesma pontuação, porém com saldo de gols diferente.
No reencontro de hoje à noite, às 20h30, os dois times estão cheios de novidades. Ambos com técnicos novos, além de reforços. O São Raimundo contratou o técnico Nildo Pereira, além do meia Fininho (ex-Remo) e o atacante Fernando Caranga.
Para o confronto de logo mais, Nildo aposta em uma nova formação. Caranga pode entrar no lugar de Flávio ao lado de Zé Rodrigues no ataque, e Zeziel no meio-campo. Fernando foi goleador no Bragantino, seu ex-clube, na primeira fase do Parazão. Zeziel, por sua vez, tem experiência em passagens por Paysandu e Águia e chega para tentar ser “organizador” do meio-campo. Ao seu lado, o treinador irá decidir entre Fininho ou Lucas.
No São Francisco, o técnico Thiago Amorim chega para tentar salvar o Leão do Colosso do Tapajós. Entretanto, Amorim tem problemas na zaga e no meio-campo. No meio, o treinador não poderá contar com Kiko e Balão Marabá, jogadores que cumprem suspensão automática por cartões vermelho e amarelo, respectivamente. No setor defensivo, o novato Telson disputa vaga com Aldair, que foi titular no primeiro turno do Parazão. Mario Augusto e Alan Marabá devem estrear nas vagas da meiuca.
Quadrangular terá quinto árbitro
Foram frações de segundo. Tempo de uma piscada de olho, porém, suficiente para a comissão de arbitragem de Federação Paraense de Futebol (FPF) tomar uma decisão. “Esse lance mostrou a necessidade do quarto e quinto árbitro”, afirma José Gilberto Guilhermino, presidente da Comissão de Arbitragem da FPF. Ele se refere ao chute do volante Analdo, do Águia, na final da Taça Cidade de Belém: a bola bateu no travessão e voltou ao gol alguns centímetros adentro. O juiz da ocasião, Clauber José Miranda, consultou seus auxiliares, mas não validou o gol. Somente quem assistia o jogo pela TV identificou o gol.
“É um lance muito difícil ao olhar humano, mas com um arbitro atrás do gol, a informação viria mais cristalina e transparente”, justificou Guilhermino com uma ressalva. “Não se pode chamar isso de erro, mas sim de um equívoco. Se você analisar o contexto da arbitragem paraense nesse primeiro turno, estamos em um patamar muito bom”, orgulha-se.
Mesmo assim, para evitar novos lances polêmicos, Guilhermino revela que já no quadrangular do segundo turno, o quarto e quinto árbitros serão escalados para as partidas. A prática já é comum no sul do país, como nos campeonatos de Rio de Janeiro e São Paulo. “Se estamos buscando a excelência, não podemos abrir mão desse recurso. No Campeonato Carioca foi o quarto árbitro que marcou o pênalti contra o Fluminense”, exemplifica.
Enquanto isso, o Águia de Marabá se mostra incomodado com a arbitragem de seus últimos jogos e quer apito de fora nas próximas partidas. Os marabaenses reclamaram do gol não marcado na decisão do primeiro turno e alegam dois pênaltis não marcados a seu favor no último jogo contra o Remo. Guilhermino avaliou que as reclamações do Águia não tem fundamento. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar