Passes errados, esquemas confusos e oportunidades desperdiçadas definem o empate em 1 a 1 entre São Raimundo e Clube do Remo, ontem à noite, no estádio Barbalhão. Em um jogo com dois tempos completamente distintos, as duas equipes construíram o placar ainda na primeira etapa, mas na reta final não conseguiram atuar bem, principalmente os remistas, que se preocuparam mais em defender.
Grande parte da etapa inicial foi dominada pelos donos da casa, que souberam explorar os lances criados tanto pelo meio-campo, como - e sobretudo - pelas laterais. No primeiro vacilo dos visitantes o time santareno abriu o placar, aos 8 minutos, com o lateral direito Amaral. O São Raimundo também foi eficiente no campo defensivo, adiantou a marcação para impedir a criação das jogadas do adversário. A princípio funcionou, mas o Leão conseguiu furar o bloqueio do Pantera aos 30 minutos. O confronto ficou um pouco equilibrado depois que os azulinos chegaram ao gol de empate, por meio do atacante Cassiano. A partir daí até o fim do primeiro tempo as duas equipes se contiveram mais no campo defensivo para não ceder tanto espaço.
A exemplo dos últimos minutos da primeira etapa, na reta final do jogo as duas equipes continuaram retraídas. Tanto Leão, quanto Pantera, criaram pouco e as oportunidades reais ainda foram desperdiçadas, num segundo tempo de partida apático, tecnicamente inferior ao dos 45 minutos iniciais. Ainda assim o São Raimundo, com três atacantes, conseguiu levar mais perigo à meta defendida por Adriano, em contrapartida, protegida por três defensores. No entanto, o placar terminou o mesmo do primeiro tempo, com um gol e um ponto para cada equipe.
Remo festeja empate em Santarém
O Clube do Remo vai jogar em Belém nas próximas cinco rodadas restantes do segundo turno do Campeonato Paraense 2012. O Leão volta a disputar uma partida na capital paraense depois de três partidas seguidas longe da sua torcida, sendo uma ainda no final do primeiro turno e as outras duas válidas pelo returno da competição. Se ontem os remistas não venceram, a soma dos dois jogos pelo menos rendeu quatro pontos aos azulinos.
“É um ponto que para nós é muito importante. Foi um bom resultado e o aproveitamento também, porque dos seis pontos que disputamos fora de casa, nós conseguimos mais da metade. Além disso, é sempre difícil jogar aqui dentro do Barbalhão, então pelo menos conseguimos tirar dois pontos deles”, avalia o zagueiro Diego Barros. Para o atacante Fábio Oliveira, o importante é manter a invencibilidade no segundo turno. “Um ponto fora de casa é sempre bom. O resultado não foi ruim porque somamos um ponto”, ressalta, seguido pelo lateral esquerdo Panda. “Conseguimos um ponto importante que pode fazer a diferença na tabela”, completa.
O próximo confronto do Clube do Remo será em Boa Vista (RR), nesta quarta-feira (7), contra o Real. Após a disputa, o Leão fará cinco jogos consecutivos em Belém, contra Independente, Cametá, Paysandu, Tuna Luso e São Francisco.
Por pouco o Leão não saiu derrotado
Em apenas noventa minutos o Clube do Remo alternou em três formações, mas o resultado obtido foi apenas um empate. O time comandado pelo técnico Flávio Lopes foi a campo com o atacante Cassiano improvisado no meio-campo, assim como nas outras partidas anteriores. Depois que Marciano saiu machucado, aos 27 minutos do primeiro tempo, Reis entrou no meio-campo remista e Cassiano passou para o ataque. Já no segundo tempo, aos 17, quando o placar já estava 1 a 1, o meia Betinho deu lugar ao zagueiro Edinho, que mudou o Leão para o sistema 3-5-2.
O último esquema usado pelo treinador azulino conseguiu diminuir a pressão imposta pelo São Raimundo, com três atacantes, mas deixou o Leão acuado, preso ao campo defensivo, com a preocupação de se preocupar mais em defender e sair apenas para explorar os contra-ataques. A partir dos 17 minutos, quando Betinho deixou o campo do Barbalhão, o meio-campo remista perdeu em criatividade. “Não que ele estivesse mal, mas eu tirei porque se eu não fizesse isso nós tomaríamos o gol. Arrisquei com a entrada do Edinho para os laterais marcarem. A minha preocupação era não perder o jogo. Eu confesso que naquele momento senti meu sistema defensivo um pouco frágil”, explica Flávio Lopes.
Para o zagueiro Juan Sosa, que formou uma linha de três zagueiros juntamente com Diego Barros e Edinho, o técnico acertou na mudança. “O professor foi feliz ao reforçar o nosso sistema defensivo. Eles vieram para cima no segundo tempo, mas nós conseguimos aguentar a pressão”, analisa.(Diário do Pará)
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