O empate sem gols entre os times de Flávio Lopes, técnico do Remo, e Ricardo Lecheva, técnico do Paysandu, dois estreantes em Re-Pa, não espantou qualquer tipo de desconfiança sobre o trabalho feito por eles até aqui. Há pouco tempo à frente do comando de Leão e Papão, Flávio e Lecheva, chegaram e saíram do clássico como invictos. Mas ambos ainda dividem opiniões entre os torcedores.
A reportagem do Bola andou pelas arquibancadas do Mangueirão, durante a partida de ontem, e conversou com alguns torcedores sobre os novos treinadores. Para o contador Márcio Brito, 34, Lecheva não tem condições de ficar para o Campeonato Brasileiro da Série C. “Tem que ter experiência para jogar a Série C. O Campeonato Paraense não pode servir como padrão. Tem que trazer um cara mais gabaritado, de nome, alguém que tenha mais conhecimento. A situação financeira do Paysandu pode ser ruim, mas basta dispensar alguns jogadores e trazer um bom técnico e outros bons jogadores”, expõe.
Já o torcedor Clovis Bastos, vendedor, 48, é a favor da permanência de Lecheva. “Ele já está pegando experiência. Basta contratar alguns jogadores”, analisa.
O treinador do Leão também não possui unanimidade. Para o professor Valmir Pena, 47, o problema do Remo é mais embaixo. “Nenhum bom treinador vem para cá para levar a uma boa campanha na Série D. Tem que tirar a ‘velharada’ da diretoria do Remo e implantar um modelo de administração moderno. Enquanto não for assim, o Remo vai sobrevivendo por sua torcida apaixonada e os treinadores serão grandes quebra-galhos”, opina.
Já o azulino Marçal Martin confia no trabalho de Lopes. “Ele melhorou muito o time, que passou a marcar bem e sair jogando com a bola. O Sinomar (Naves, ex-técnico) não fazia isso. Estou gostando dele”. (Diário do Pará)
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