O Clássico Re-Pa do último domingo foi um partida de um tempo só. Com o temporal iniciado exatamente na hora do jogo - às 16h - todo o primeiro tempo foi prejudicado devido ao grande número de poças d’água que se formaram ao longo de toda a extensão do gramado do Mangueirão. O árbitro Dewson Fernando de Freitas paralisou a partida aos 13 minutos do primeiro tempo até que a chuva cessasse. O sistema de drenagem do estádio entrou em funcionamento, mas não resolveu todo o problema.
No segundo tempo, das arquibancadas, eram visíveis os buracos no campo.
Raimundo Mesquita, agrônomo responsável pelos cuidados do Estádio Olímpico, revela que a chamada vida útil do gramado do Mangueirão já venceu. Segundo ele, a validade dura em torno de cinco a seis anos. No caso do Colosso do Tapajós, no próximo dia 1º de maio, irá completar dez anos. Portanto, o dobro do tempo normal. Mesquita contou à reportagem que já encaminhou uma solicitação à Secretária de Esporte e Lazer (Seel) para que seja feita a troca de todo o gramado por um novo.
“Depois de dez anos a queda de qualidade caiu muito. Eu visitei o Morumbi e Vila Belmiro (estádios de São Paulo), e lá, em menos dois anos mudaram duas vezes”, conta. Ainda segundo Mesquita, o vencimento do campo é o único problema do Mangueirão, já que o sistema de drenagem funciona corretamente.
“O problema do jogo de ontem (domingo) foi a chuva cair na hora do jogo. Se tivesse caído meia hora antes, nossa drenagem resolveria. Tanto que no jogo preliminar, o gramado estava bom”, diz.
Nessa semana, dois jogos do Parazão voltam a acontecer no Mangueirão: Clube do Remo e Tuna Luso na quinta-feira e Paysandu e Independente amanhã à noite.
“Após o jogo tiramos os buracos e passamos o rolo. Nossa preocupação é para que quarta e quinta não chova na hora da partida. Se chover antes, de tarde, em 25 minutos nossa drenagem resolve”, assegura. Uma reunião entre Mesquita, Saulo Aflalo, diretor do Mangueirão e a Seel deve ocorrer ainda essa semana para se discutir sobre a troca do gramado. (Diário do Pará)
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