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ESPORTE PARÁ

Remo teme que a chuva volte a prejudicar jogo

Leões gostam de locais com grama baixa, área plana e também um campo seco, que proporcione totais condições para que eles possam caminhar tranquilamente, sem serem interrompidos. O Rei da selva não gosta quando algumas poças d’água sujam suas patas, nem q

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Leões gostam de locais com grama baixa, área plana e também um campo seco, que proporcione totais condições para que eles possam caminhar tranquilamente, sem serem interrompidos. O Rei da selva não gosta quando algumas poças d’água sujam suas patas, nem quando um pingo cai em seu olhar e tampouco se a sua juba for encharcada. O Leão já demonstrou isso em algumas ocasiões, sobretudo no clássico contra o Paysandu, no último domingo (25), no Mangueirão, quando um temporal desabou.

Naquele dia, prejudicado pela forte chuva, que enlameou o gramado, o Remo não conseguiu apresentar o mesmo futebol de partidas anteriores. Também foi assim contra o Real (RR), pela Copa do Brasil, no Baenão, quando a equipe só marcou o primeiro gol aos 26 minutos do segundo tempo do jogo de volta, apesar da fragilidade do adversário. No Re-Pa, o Leão não teve escolha, foi obrigado a jogar, ou pelo menos tentar.

“Não deveria ter acontecido o clássico, mas não tenho poder para cancelar uma partida. A chuva atrapalhou bastante as duas equipes, acredito que o espetáculo poderia ter sido melhor”, critica o atacante Fábio Oliveira. O meio campista Magnum atuou por cinco anos no futebol japonês. O jogador conta que do outro lado do mundo as condições dos campos ficam ruins devido à neve, mas ele garante que a chuva é ainda mais prejudicial ao gramado.

Para o clássico contra a Tuna Luso, amanhã à noite, Magnum teme que a chuva apareça outra vez no caminho do Leão. “Preocupa bastante porque o nosso time é leve. No meio campo, temos jogadores de qualidade, que tocam bem a bola. Se ficar só no chutão, a gente não vai ganhar, porque só tem o Fábio Oliveira para disputar lá na frente. Isso preocupa”, ressalta.

Já o zagueiro Juan Sosa sabe que o gramado vai estar pesado, porque, segundo ele, o campeonato é disputado assim. Para piorar, ele lembra que o maior rival, o Paysandu, ainda joga hoje, às 20h30, no local do próximo desafio azulino, o Mangueirão. “Estamos preparados para encarar qualquer estado do gramado”, garante Sosa, tentando repassar confiança ao grupo.

O Leão não esconde do Fenômeno Azul que prefere ser visto ao sol em vez de entrar no mar, principalmente se o mar for improvisado em um local destinado à pratica do futebol. A Meteorologia prevê chuva para amanhã à noite, no horário da partida entre Tuna e Remo, porém o Rei da selva está de sobreaviso e cheio de disposição para tentar manter a invencibilidade, que já dura sete jogos. Debaixo de lua, ou de chuva. (Diário do Pará)

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