Cacaio e seu auxiliar Mazinho deixaram o comando técnico do Cametá no último domingo, após a derrota por 3 a 0 para o Águia de Marabá. A notícia pegou muitos de surpresa. Os dois, mesmo com todas as adversidades financeiras e estruturais que o time de Cametá enfrenta, haviam levado o Mapará à conquista do título do primeiro turno do Parazão de forma incontestável.
Procurado pela reportagem do Bola, Mazinho deixou claro que a decisão de deixar a Terra do Carnaval partiu dos dois comandantes, principalmente de ex-técnico. “O Cacaio estava um pouco aborrecido. Ele também estava muito tempo longe de casa, ele que quis entregar o cargo. Como entrei junto com ele, não podia ficar”, esclarece o auxiliar técnico.
Ainda segundo ele, o atraso dos salários não foi o principal fator para a tomada de decisão. “Nós queríamos mais apoio, infraestrutura, contato com os caras (os diretores)”, explica Mazinho, que também deixou claro que isso, em nenhum momento, resultou em um racha no grupo. “Isso não aconteceu. Teve discussão normal de futebol. Em um grupo de jogadores, isso acontece sempre. Mas, não houve briga, até porque ainda não recebemos a premiação da Federação (Paraense de Futebol)”, disse o ex-auxiliar do Mapará, por telefone, na última quinta-feira, 29.
Contudo, na tarde do dia seguinte, sexta-feira, 30, a Federação Paraense de Futebol (FPF) liberou a verba correspondente ao patrocínio do Governo do Estado. Com isso, os dois ex-empregados do Cametá devem ter seus salários atrasados quitados nos próximos dias. Cacaio e Mazinho deixaram o campeão do primeiro turno com dois meses de vencimentos atrasados. A diretoria do Mapará já havia pagado a primeira parte no último dia 10 de março e prometeu pagar o restante até o dia 10 deste mês. Cacaio foi rever a família no Rio de Janeiro e Mazinho está em Belém. Até agora, os dois estão sem clube para trabalhar. (Diário do Pará)
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