O discurso utilizado pelo colegiado que administra o Paysandu, de que estão com uma folha salarial do elenco menor que o de costume, para respeitar o orçamento do clube e pagar os jogadores e funcionários em dia, vem agradando muitos críticos e torcedores que acompanham o dia a dia alviceleste. Porém, esconde a verdadeira face que está coberta por uma leve e translúcida seda. As dívidas trabalhistas batem cada vez mais forte na porta da sede social bicolor. São acordos e mais acordos não cumpridos que estão virando uma bola de neve incontrolável.
As ações trabalhistas impetradas por atletas que fizeram história no clube, como Jóbson, Arinelson e Sandro, por exemplo; giram em torno de R$ 4 milhões. É neste panorama que o presidente do Conselho Deliberativo bicolor, professor Francisco Gemaque, marcou uma reunião de urgência com os integrantes do conselho para tentar resolver esse impasse que pode prejudicar, e muito, o restante da temporada de 2012 do Papão.
“Foi uma solicitação do presidente Luís Omar Pinheiro para reunir o conselho sobre os dois casos que mais pesam no Paysandu, o do Jóbson e do Arinelson”, explicou Francisco Gemaque, que fez questão de informar que o setor jurídico bicolor está tentando reduzir a dívida trabalhista dos R$ 20 milhões para um valor mais próximo da realidade do clube. “A questão do Jóbson gira em torno de R$ 1,8 milhões, pois chegou na ultima instância. Depois vem a do Arinelson que ainda não veio de Brasília. Essas duas são as maiores. As restantes são mais fáceis”, concluiu. (Diário do Pará)
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