A cada dia que passa, o técnico Flávio Lopes ganha uma nova dor de cabeça no Baenão. Mas, daquelas que todo treinador gostaria de ter. No treino coletivo de ontem pela manhã destinados somente aos reservas, Flávio demonstrou bons olhos no desempenho do atacante Jayme e do lateral-esquerdo Alex Ruan. A partir de hoje, com o grupo completo, ele já inicia os trabalhos visando à formação que enfrentará o São Francisco.
Com o bom rendimento de atletas considerados reservas, o treinador injeta ânimo em todos e deixa claro. “O técnico é obrigado a colocar 11 em campo, mas tem jogadores que estão no banco, mas podem ser considerados titulares”, garante o Lopes. O lateral Cássio e o meia Magnum ganharam a vez no último jogo e agradaram o treinador. Joãozinho, Reis e Betinho sempre recebem elogios do treinador.
Para complicar ainda mais as escolhas de Flávio, quem anda sumido, resolveu dar o ar da graça. “Na parte decisiva de um campeonato, todos querem jogar. Eu não sou diferente. Se o treinador optar por mim, vou jogar”, afirmou o meia Edu Chiquita, que desde a semana passada foi liberado para treinar com bola. A concorrência está braba no Baenão. “É isso que tenho passado aos atletas: quem entrar, tem que jogar bem para procurar a sua vaga, sem prejudicar ninguém. Uma equipe que quer chegar, precisa ter atletas que supram a ausência de um titular”, assegura Flávio.
Treinador vai trabalhar parte tática
Na reapresentação do Remo, os jogadores considerados reservas realizaram um coletivo contra o time sub-20 azulino. O atacante Fábio Oliveira e o lateral-direito Tiago Cametá, ambos que ficaram fora da última partida por estarem machucados, realizaram trabalho de reforço muscular. Os dois já serão liberados para treinar normalmente com bola hoje. Tudo foi observado de perto pelo técnico Flávio Lopes, que prevê trabalhos produtivos, já que não terá nenhum jogo no meio da semana. O próximo compromisso será domingo contra o São Francisco, no primeiro jogo da semifinal, em Santarém.
“Eu tenho essa semana aberta, na outra não mais. Agora, várias situações de jogo irão ser treinadas. Vamos voltar a trabalhar a parte tática também”, comemora o treinador. Com os jogos em intervalos de dois dias durante a fase classificatória do segundo turno do Campeonato Paraense, a equipe chegou a ficar sem trabalhar a parte tática para alguns jogos, como aconteceu contra a Tuna Luso, que, por coincidência ou não, foi o jogo que azulinos afirmaram ter o pior desempenho.
“Posso fazer os jogadores lembrarem tudo aquilo que já foi treinado, porque, às vezes, eles esquecem. Agora, não tem mistério nem para nós (comissão técnica) e nem para eles. Ambos já se conhecem, sabem quem são os atletas e o potencial de cada um”, garante Flávio. (Diário do Pará)
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