Há um mês e meio no Clube do Remo, o volante Jean ainda não conseguiu jogar. E o atleta não vai atuar pelo menos nos próximos trinta dias, porque está com um cisto no menisco do joelho esquerdo e precisa passar por uma artroscopia para poder ficar à disposição da comissão técnica azulina. Jean, aliás, não treina desde o início de março, uma vez que a lesão o impossibilita de trabalhar com bola. O volante deveria passar pelo procedimento cirúrgico o quanto antes, porém a falta de comunicação entre os dirigentes impediu o andamento do processo.
Segundo o atleta, o chefe do departamento médico, Ricardo Ribeiro, disse que não cobraria os R$ 6 mil equivalentes à cirurgia, mas sim algo em torno de 1,5 mil reais, referentes aos gastos com o anestesista e o material usado. Ainda de acordo com Jean, o diretor Francisco Rosas pagaria a quantia, mas como os dirigentes demoraram a tomar conhecimento do caso e o médico precisou viajar para Miami (EUA), a cirurgia não tem data prevista.
“Infelizmente a diretoria ficou enrolando, achando que eu já tinha chegado aqui machucado, sendo que em momento algum alguém me perguntou alguma coisa. Ninguém veio falar comigo, simplesmente eu não conseguia falar com ninguém. Na segunda-feira (2) conversei com o vice-presidente Hamilton Gualberto e ele nem sabia que eu estava machucado, pensava que era tornozelo o meu problema”, dispara.
As hipóteses de que Jean tenha desembarcado em Belém lesionado são descartadas por ele, porque o atleta foi aprovado em todos os exames médicos, fisioterápicos e inclusive fisiológicos. No entanto, o jogador diz que tomou conhecimento das suspeitas e dúvidas dos diretores remistas quanto à real situação dele.
“Tem gente que me olha ‘atravessado’, alguns me cumprimentam, outros não falam... Ouvi dizer que só não rescindiram o meu contrato por causa do bom clima. Eu estou à disposição, a honestidade e as provas são todas favoráveis a mim. Como eu poderia trabalhar tanto tempo machucado? Se a diretoria vier rescindir, eu vou atrás dos meus direitos, mas não quero desavença com eles e menos ainda com o torcedor”, esclarece.
O atleta trabalhou por duas semanas antes de se machucar. Quando a delegação azulina viajou para enfrentar o Real (RR), pela Copa do Brasil, os que permaneceram na capital participaram de um jogo treino, pela manhã, no Baenão. Durante o segundo tempo da disputa, Jean tomou uma pancada no joelho, mas no calor do trabalho não sentiu muito, apenas uma dor suportável. À tarde, o jogador trabalhou normalmente na areia, contudo no período da noite percebeu a diferença. “Coloquei gelo, porque começou a doer muito. O joelho ficou inchado no dia seguinte. Conversei com o departamento médico, eles examinaram, tiraram o líquido. Ainda tratei durante uma semana para ver se havia sido apenas uma pancada, mas o exame de ressonância detectou o problema”, finaliza.
O volante está há quase um mês sem treinar, apenas em tratamento de fortalecimento físico e só poderá jogar um mês depois da cirurgia. O contrato do atleta vai até o próximo dia 30 de maio. (Diário do Pará)
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