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ESPORTE PARÁ

Lopes diz que não consegue treinar no Mangueirão

Ontem, o que seria o primeiro treino coletivo do Clube do Remo da semana transformou-se em um trabalho de dois toques. Estava marcado para Ananindeua, mas acabou no próprio Baenão. Porém, as condições do gramado do estádio azulino impossibilitaram a reali

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Ontem, o que seria o primeiro treino coletivo do Clube do Remo da semana transformou-se em um trabalho de dois toques. Estava marcado para Ananindeua, mas acabou no próprio Baenão. Porém, as condições do gramado do estádio azulino impossibilitaram a realização de uma atividade em todo o campo.

“Tivemos que fazer um treino à beira do gramado, que é onde ainda dá para realizar alguma coisa, porque o objetivo maior é recuperar esse gramado para receber o segundo jogo contra o São Francisco”, explica o técnico Flávio Lopes.

Há quase dois meses no comando do elenco remista, o treinador revela que já pediu várias vezes à diretoria para treinar no Mangueirão, mas a resposta tem sido sempre negativa. “Estou assustado, porque trabalho em um grande clube e eu não posso treinar no Mangueirão. Nem o Ceju eles liberam. Já os (clubes) de fora vêm, treinam com a maior facilidade, vão embora. Fico perplexo, porque quando eu era treinador do América (MG) nós trabalhávamos no Mineirão. Aqui, em uma semana de decisão, você precisa improvisar o treinamento? É muito complicado”, critica.

Na véspera do jogo de ontem contra o Paysandu, o Sport Recife (PE) trabalhou no Mangueirão, enquanto Leão e Papão tiveram que permanecer em seus estádios. “O privilégio deveria ser das equipes daqui de Belém, mas os times vêm de fora e fazem o que querem. Então, acredito que alguma coisa deve ser feita”, condena o atacante Fábio Oliveira.

Em contrapartida, o vice-presidente de futebol, Hamilton Gualberto, compreende a atitude da Seel. “O Mangueirão não é campo de treinamento, é um estádio para jogo. A liberação do estádio pode ser uma concessão de livre arbítrio da Secretaria, mas ela não é obrigada a ceder. O Ceju também não é liberado, mas não vamos entrar em polêmica com a Federação, porque ela é nossa parceira”, diz.

O dirigente remista conta que tem procurado campos para treinar, mas está difícil achar devido ao tempo. Hoje, o elenco fará um trabalho em Benfica.
A reportagem tentou falar com a assessoria de imprensa da Seel, mas não obteve retorno quanto à reclamação.

Lopes quer atletas longe de Belém
A programação do Remo para a próxima semana já foi montada por Flávio Lopes. Provavelmente, após o primeiro jogo da semifinal do returno do Parazão, em Santarém, contra o São Francisco, a delegação retorna a Belém na segunda-feira (9), pela manhã, e ao final da tarde segue viagem a Barcarena, onde o elenco irá se preparar para duas partidas decisivas. A primeira diante do Bahia, pela Copa do Brasil, na quarta-feira (11), no Mangueirão, e a outra no duelo da volta contra o mesmo time santareno, domingo seguinte.

Segundo o treinador, há vários motivos para tirar o Leão da capital. “Alimentação, descanso e poupar o gramado. Se ficarmos aqui, alguns vão para shopping, outro lugar e não vão dormir direito. Lá vai ter horário de alimentação, principalmente aos mais jovens, que adoram sanduíches”, detalha.
O Remo retorna quarta-feira para jogar com o Bahia e volta a Barcarena após a partida. (Diário do Pará)

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