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PM tentou conter a violência no estádio Mangueirão

Mesmo com reuniões e todo um aparato montado pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) para o jogo entre Paysandu e Sport, na última quarta-feira, pode-se dizer que a ordem no Mangueirão não foi mantida. Cenas de confrontos entre a torcida do Clube do

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Mesmo com reuniões e todo um aparato montado pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) para o jogo entre Paysandu e Sport, na última quarta-feira, pode-se dizer que a ordem no Mangueirão não foi mantida. Cenas de confrontos entre a torcida do Clube do Remo, que apoiava e se trajava com as cores do Sport, e torcedores do Paysandu ocorreram nas arquibancadas do estádio.

Uma das grades que separava as torcidas cedeu devido à pressão feita sobre ela. A confusão começou ainda no primeiro tempo do jogo. A Polícia Militar de choque chegou a tempo de evitar maiores transtornos. Torcedores e jornalistas dizem ter visto outras cenas de brigas fora do estádio, além de objetos sendo arremessados constantemente na pista de atletismo. Infelizmente, as imagens são comuns em grandes jogos.

Procurado pela reportagem, o tenente-coronel Hilton Benigno de Souza, subcomandante do Policiamento da Capital (CPC), afirmou que tudo o que foi acordado com os dirigentes das uniformizadas de Clube do Remo, Paysandu e Sport simplesmente não foi cumprido pelas partes. “Fizemos reuniões, conversamos e montamos o nosso planejamento. Eles (torcidas organizadas) se comprometeram a dar um exemplo para o Brasil de que é possível torcidas rivais conviverem. Eu até disse que isso era muito romântico. Não deu outra: o que ajustamos não aconteceu”, expôs Hilton Benigno. Para ele, o problema começou a ganhar forma horas antes da partida. A torcida do Paysandu combinou um ponto de encontro para ir ao estádio juntamente com a do Sport e sob supervisão da Polícia Militar como uma forma de respeito. Passado cerca de uma hora, os bicolores seguiram para o estádio. Os torcedores do Sport não se posicionaram atrás do gol, local predefinido pelo policiamento. Para piorar, segundo o relado do subcomandante, a uniformizada do Papão arrombou o acesso do anel superior “exatamente para chegar próximo aos rivais”.

Tínhamos previsto que somente depois de as equipes entrarem no gramado a polícia de choque faria a proteção. Eu até vejo uma boa vontade dos dirigentes das torcidas, porém eles não exercem controle sobre o restante”, acredita o tenente, que fez questão de deixar claro que o número de policiais (cerca de 300) não pode ser classificado como insuficiente, pois a quantidade é montada de acordo com que o mandante produz de ingressos. A carga de ingressos iniciais, repassada pela diretoria do Paysandu, foi 12 mil a 15 mil - o público total foi de 9.952.

(Diário do Pará)

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