Todo elenco azulino, assim como a comissão técnica, a diretoria e a própria torcida continuam atrás de uma explicação para entender o que deu errado no último domingo, quando o Remo perdeu diante de um time recém preparado que se dizia, até alguns dias atrás, sem técnico e plantel formado. Apesar de ninguém assumir a culpa, os próprios jogadores reconheceram a superioridade do adversário. “Eles deram a vida, inclusive saíram com cãibra no final do jogo”, ressalta o goleiro Adriano.
Logo depois da partida, o presidente do Vilhena, José Carlos Dalanhol (Gaúcho do Milho), confirmou à Rádio Clube que o elenco não custa mais do que R$ 30 mil reais por mês. E segundo ele, foram gastos R$ 12 mil para trazer cinco jogadores que estavam afastados. Além disso, o salário mais alto do plantel é do meia atacante Diego Siqueira, com vencimentos na casa de R$1,500 reais.
Enquanto isso, no lado azulino a folha salarial gira em torno de 200 a 250 mil mensais, um valor muito alto, se comparado ao que a os dirigentes do Vilhena remuneram seus jogadores. O treinador azulino acabou creditando a derrota ao fato de o adversário ter jogado com garra, enquanto o Remo não fazia jus à preparação feita nas últimas semanas.
Para tentar contornar a situação e dar uma estabilidade emocional à campanha no campeonato, a diretoria confirmou uma reunião com a comissão técnica, assim que a delegação desembarcar na capital paraense. “Vamos conversar com a comissão técnica para ver o que podemos corrigir para que isso não ocorra mais. Se for o caso, fazer algumas contratações. Vamos estudar com calma para ajudar o Remo”, finaliza o diretor de futebol, Albany Pontes.
(Diário do Pará)
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