Durante o desembarque da delegação azulina, na tarde de ontem, a única expressão capaz de refletir a realidade dos jogadores após a derrota por 4 a 1, para o Penarol (AM), no último domingo, em Itacoatiara, era a incerteza. Incerteza esta usada como argumento para explicar como um time armado, já conhecendo o adversário, as dimensões do gramado e as possíveis armas, ainda assim saiu derrotado por 4 a 1.
O primeiro a arriscar algumas palavras foi Diego Barros, que não escondeu a decepção, mas também foi sensato, em admitir as falhas coletivas. “A gente precisa encarar os jogos assim, infelizmente aconteceu contra o Penarol, agora é dividir a responsabilidade, mas é muito cedo para achar que as coisas acabaram. A nossa classificação só depende do Remo, não está nada acabado”, garante o zagueiro, desfalque no próximo domingo por ter tomado o terceiro cartão amarelo.
Além dele, há outros jogadores com o mesmo discurso, porém, até um pouco mais críticos, tudo por causa do falso favoritismo implantado as vésperas do confronto. “Uma derrota dessas as vezes é até bom pra servir de alerta, para o time acordar, saber que não somos nada e não ganhamos nada. Se a gente chega aqui e atropela o adversário, podemos jogar lá fora e pegar uma goleada maior ainda e tudo acaba”, alerta o atacante Fábio Oliveira.
Em tese, a afirmativa do zagueiro Diego Barros é válida. O Remo lidera o grupo A1 com 13 pontos e tem apenas um jogo, contra o Vilhena, no próximo domingo. Em segundo está o próprio Vilhena, com 12 pontos e um jogo a menos, e logo atrás o Atlético (AC), com 10 pontos e também um jogo a menos. Ou seja, caso o Remo vença o Vilhena, o time roraimense só poderá chegar aos 15 pontos, se vencer o último jogo contra o Atlético, que, por sua vez, precisará vencer os dois jogos restantes para alcançar 16 pontos e disputar o primeiro lugar no saldo de gols, até agora desfavorável ao time paraense, com 3 gols de saldo contra 7 do clube acreano.
(BOLA)
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