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ESPORTE PARÁ

De quem é a culpa pelos problemas do Leão

Com seis mandos de campo condenados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o advogado responsável pela defesa do Clube do Remo no Rio de Janeiro, Osvaldo Sestário, já manifestou que irá recorrer da primeira punição (quatro perdas de campo) p

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Com seis mandos de campo condenados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o advogado responsável pela defesa do Clube do Remo no Rio de Janeiro, Osvaldo Sestário, já manifestou que irá recorrer da primeira punição (quatro perdas de campo) para tentar amenizar o problema para o ano que vem. A segunda sentença (dois mandos por incidentes no jogo diante do Náutico), porém, é irreversível.

A situação do Remo no STJD serviu para levantar polêmica entre os torcedores, diretores e imprensa esportiva. Afinal, de quem é a culpa pela punição do Leão: diretoria ou torcida? Contra os diretores, acusam-se, entre outras coisas, a omissão em oferecer estrutura de segurança às equipes (como os túneis dos vestiários ao gramando) e até mesmo subsídios para uma ampla defesa; contra os torcedores, o mau comportamento é o principal fator negativo.

Para o azulino Guto Rebelo, as duas partes são culpadas, porém os cartolas têm peso maior nessa balança. “A diretoria, por não dar alegria e o torcedor por cometer o ato. Mas a diretoria anda forçando o remista a não ter mais nenhuma motivação para acreditar no time”, opina. Cronistas afirmam que os comandantes azulinos deveriam pagar um advogado local para defender seus interesses e muitos acreditam que falta rigidez em dias de jogos e na identificação dos torcedores que arremessam os objetos.

No ponto de vista de outro azulino, Gerson Junior, a culpa é exclusiva da diretoria. “É um efeito dominó: diretoria amadora igual a técnico ruim, jogadores ruim, planejamento ruim. A torcida não tem culpa. Se tivesse feito dentro de campo, nada disso teria acontecido”, expõe.

Ronaldo Passarinho, vice-presidente do Departamento Jurídico do clube, ressaltando que trata apenas das questões do Leão na Justiça do Trabalho, diz que não vê diferença do advogado ser local ou de fora. Para ele, o que importa é a competência, que, no seu ponto de vista, Sestário tem. “Não conheço pessoalmente, mas ele é um advogado de vários times, até da série A.

Ao meu ver, essa questão do advogado ser local ou não, não interfere”, afirma Passarinho, acrescentando que chegou a ver um laudo da Policia Militar que seria “inteiramente favorável ao Clube do Remo no caso do Mixto”. “Se mandaram pra lá ou não, isso não posso dizer com certeza”, ponderou. O vice-presidente jurídico também acredita que o grande culpado são os bardeneiros. “É muito fácil colocar a culpa no clube, mas esquecem desses bardeneiros. A gente não tem como colocar vigia nos quatro cantos do estádio. O Remo tem 400 sócio-torcedores pagantes em um total de 10 mil. Quem não pensa no clube, é que atira pedra”, opinou.

(Diário do Pará)

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