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ESPORTE PARÁ

Rafael deixou sua marca, mas também desperdiçou

O resultado de 2 a 2 entre Paysandu e São Francisco pode ser explicado a partir de dois fatores: o desperdício no ataque bicolor e audácia do Leão Santareno nos últimos 45 minutos. A estreia do Bicola no Parazão teve de tudo, incluindo a apresentação embl

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O resultado de 2 a 2 entre Paysandu e São Francisco pode ser explicado a partir de dois fatores: o desperdício no ataque bicolor e audácia do Leão Santareno nos últimos 45 minutos. A estreia do Bicola no Parazão teve de tudo, incluindo a apresentação emblemática do ídolo Iarley e a leve sensação na torcida de que o final poderia ser outro.

De fato, quando a bola rolou, o Paysandu foi arrasador. Aos 3 minutos, Alex Gaibu cobrou escanteio e Rafael Oliveira, de cabeça, abriu o placar. Os gritos da torcida, no entanto, foram calados pela marcação de uma falta de ataque. O time avançava seguidamente pela lateral-direita, numa ligação rápida entre Zé Carlos, o meia Alex Gaibu e Pikachu, até o cruzamento na área. A tática dava certo, mas perdia o rumo com os desperdícios de Rafael Oliveira.

As maiores dificuldades, porém, não eram técnicas, mas sim oriundas do forte calor e do gramado escorregadio, tornando o jogo, às vezes, violento. O festival de cartões amarelos começou com Jader e logo atingiu o atacante Ricardinho. No último bom lance alviazul na etapa inicial, Gaibu armou com Pikachu e este lançou João Neto, que chutou por baixo sem chance. Paysandu 1 a 0.

Na etapa derradeira, a reviravolta. Aos oito minutos, Ricardinho empata, mas o árbitro invalida e, dois minutos depois, marca pênalti do zagueiro Thalys, convertido por Yago Pikachu. 2 a 0 Papão. Osvaldo Monte Alegre então tira o volante Boquinha e coloca o atacante Rodrigão. Aos 20 minutos, o meia Caçula diminui num bonito chute rasteiro. Lecheva então lançou Eduardo Ramos, Héliton e Billy, nos respectivos lugares de Djalma, Rafael Oliveira e Alex Gaibu.

Não fosse a estrela do goleiro Zé Carlos, certamente o resultado seria outro. Entre bolas rasteiras e pontes no ângulo, o São Francisco avançava sem medo até arrancar o empate aos 47 minutos, quando Thiago Costa se atrapalhou e perdeu a bola para Rodrigão, que tocou para João Pedro, que tinha acabado de entrar na partida, fazer o segundo e assegurar um ponto fora de casa.

Lecheva sabe onde errou

Se para os jogadores o empate não foi interessante, imagine para o técnico Lecheva, que trabalhou por duas semanas seguidas a pré-temporada e por uma escolha do destino acabou sem os três pontos! O comandante, ao fim do jogo, lamentou o resultado, mas deixou bem claro que o Paysandu foi superior na maior parte do tempo, e a prova mais concreta foram as constantes investidas na área do São Francisco contra a sequência final do adversário, além de uma pitada de sorte.

“Infelizmente não pudemos usufruir do nosso gramado em boas condições. Alguns jogadores pisaram aqui pela primeira vez e outros há meses que não. Então teve esses aspectos, mas a equipe se apresentou num bom nível, criou oportunidades e garantiu a maior posse de bola, enquanto o São Francisco se lançou devido estar perdendo e não conseguir jogadas de ataque. Já o nosso time criou oportunidades reais e não matamos o jogo”, comentou.

Para ele, o posicionamento dos jogadores e o sistema de jogo foram perfeitamente encaixados, dando liberdade aos atacantes, mas a falta de consistência neles acabou encorajando o técnico Osvaldo Monte Alegre a se arriscar na frente, aumentando o número de atacantes do adversário, enquanto Lecheva retraiu mais o time para evitar um bombardeio de chutes de longa distância.

“A diferença aconteceu nas finalizações. Em como elas aconteceram. Principalmente no segundo tempo, o São Francisco começou a chutar de longe e estávamos preparados para o contra-ataque. O desenho do jogo era como o treinador adversário imaginava, que pudesse levar uma goleada. E ainda vencendo, tivemos chances de ampliar, mas esse jogo não vai passar despercebido, servirá de lição para os próximos desafios. O que não deveria ter ocorrido era um recuo demasiado dos nossos volantes e a ligação com os meias ficou mais demorada”, encerra.

(Diário do Pará)

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