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ESPORTE PARÁ

Paysandu não quer tropeços em próximos desafios

Observar um time desconhecido pode ser uma tática positiva, mas dificilmente acontece de um único lado. Enquanto os jogadores do Paysandu se debruçam sobre o VT do último jogo do Naviraiense, contra a Portuguesa, representantes do adversário bicolor na se

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Observar um time desconhecido pode ser uma tática positiva, mas dificilmente acontece de um único lado. Enquanto os jogadores do Paysandu se debruçam sobre o VT do último jogo do Naviraiense, contra a Portuguesa, representantes do adversário bicolor na segunda fase da Copa do Brasil também tomaram a mesma iniciativa e conseguiram um vídeo com a partida entre Remo e Paysandu, na semifinal do segundo turno. Ou seja, neste caso, ambas equipes entram em condições iguais.

“Se eles mandaram algum espião para observar o nosso time, isso significa que eles respeitam o Paysandu e isso é bom. Daqui estamos fazendo isso, ver como eles se comportam, então, de lá também não poderia ser diferente”, admite o volante e capitão Vanderson. Além das dificuldades naturais de uma partida importante, outro detalhe chama atenção dos bicolores: a longa viagem até o destino, o que pode gerar desgaste.

A delegação alviceleste viaja na próxima segunda-feira (6) com destino a Campinas. De lá, faz segunda escala em Dourados, já no Mato-Grosso do Sul, onde fará treino e pernoite. Só na tarde de terça-feira (7), segue para Naviraí, com um dia para treino e concentração. Aliás, o jogo foi remarcado pela Confederação Brasileira de Futebol e passou de 21h30 para as 22 horas.

Quando voltar, a delegação já desembarca pensando na final do Parazão, agendada para o dia 12. “Todo mundo viu que o Remo fez a mesma coisa, mas quando jogou com a gente se superou em campo. Então, não podemos usar isso como desculpa. Que é cansativo é, mas quando você entra em campo, todo cansaço passa. Eu, particularmente já joguei de quarta a sábado e tenho certeza que isso não vai atrapalhar”, reitera o capitão.

Zagueiro vai repensar lances

Depois de assistir de fora o Paysandu cair diante do Clube do Remo, o zagueiro Raul, que cumpriu suspensão automática, tem a chance de retornar ao time para a grande final do Parazão, a partir do próximo dia 12. O substituto imediato, Thiago Costa, recebeu cartão vermelho após desentender-se com o volante Jhonnatan e ambos foram para o chuveiro mais cedo.

O zagueiro viu com tristeza a derrota, mas garante que o foco principal agora é a segunda fase da Copa do Brasil, onde o Papão enfrentará o Naviraiense, no próximo dia 8, na cidade de Navirai/MS. “Não era o resultado esperado, mas nós temos outro compromisso importante, então vamos esquecer um pouco o estadual, para buscar um bom resultado logo na primeira partida”, diz.

Todavia, a preocupação nesse momento é evitar que situação parecida com o primeiro Re x Pa da semifinal se repita, haja vista o temperamento forte notado em campo. “No último jogo que fiz eu fugi da confusão, mas o árbitro deu cartão amarelo para mim e para o adversário, todo mundo pôde observar”.

Em clássicos no estadual, Raul já cumpriu duas suspensões, cometeu dois pênaltis e acabou criando a impressão de ser um jogador faltoso, mas diz que em certos momentos do jogo, fica difícil manter a tranqulidade diante de 20, 30 ou 40 mil pessoas. “No calor do jogo ninguém quer perder, às vezes você vai com mais força num lance devido a pressão do Re x Pa, ninguém quer perder, mas vou me esforçar ao máximo para não vacilar. Eu defendo o Paysandu e vamos atrás do título”, completa.

Base abastece o elenco profissional

A diretoria do Paysandu reuniu com os representantes das divisões de base do clube, para formalizar a subida de oito atletas que passam a integrar o elenco profissional.

De acordo com o diretor da base, Carlos Alberto Miranda, o Mancha, o celeiro formador de craques do Papão conseguiu apoio diretamente do futebol profissional para estreitar os laços entre as categorias. “Eu conversei com o presidente e pedi um apoio, para que o diretor de futebol, Clodomir Araújo viesse nos dar um apoio. Sei que ele é muito ocupado no profissional, mas depois de uma conversa, ele se prontificou a ajudar”.

A medida veio para acalmar os ânimos do departamento amador. O ex-dirigente Ubirajara Lima teria saído após uma divergência sobre um contrato com o empresário Hélio Duarte, que ofereceu uma quantia em dinheiro para arcar com as despesas, e em troca daria apoio na inserção da base em torneios nacionais, e em caso de venda, teria uma pequena porcentagem no valor a ser arrecadado pelo clube.

A medida mais acertada para não deixar a qualidade dos atletas cair seria firmar um acordo com o objetivo de inseri-los dentro da realidade profissional do clube. “Nós temos oito atletas, e nós entregamos agora o contrato para o Vandick assinar. Já tínhamos conversado com o Lecheva antecipadamente. De cabeça, eu tenho Zu, Castanhal, Roque, Elielton”.

(Diário do Pará)

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