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ESPORTE PARÁ

Rafael Oliveira não deixa sucesso atrapalhar

A sequência dos últimos dois jogos na Copa do Brasil e Parazão parecem confirmar o retorno de um polêmico artilheiro à equipe bicolor. Rafael Oliveira, que tem um eterno caso de amor e ódio com a torcida, foi titular e marcou dois gols nos jogos contra Na

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A sequência dos últimos dois jogos na Copa do Brasil e Parazão parecem confirmar o retorno de um polêmico artilheiro à equipe bicolor. Rafael Oliveira, que tem um eterno caso de amor e ódio com a torcida, foi titular e marcou dois gols nos jogos contra Naviraiense e Paragominas. “Atacante vive de gols. A oportunidade apareceu, eu marquei, espero continuar na equipe titular bicolor” disse Rafael, que passou um longo período no banco de reservas após retornar de uma contusão, contraída no final do primeiro turno.

Quando perdeu a titularidade no time bicolor para Iarley, na final da Taça Cidade de Belém, Rafael era o artilheiro do Paysandu e da competição com 10 gols e vinha de uma partida excepcional contra o São Francisco, onde marcou três vezes. O atacante afirma que nenhum jogador gosta de ser banco, mas entendeu a opção do técnico Lecheva. “O professor me colocou para trabalhar, ele sentiu que precisava melhorar algumas coisas. Quando ele sentiu confiança no meu trabalho outra vez me lançou, e o resultado tem sido bom. Foi bom o tempo que nós ficamos trabalhando porque aumentou a minha confiança no trabalho” disse o atacante, que respeita seus demais colegas de posição. “O Paysandu tem vários atacantes de qualidade e experiência. É preciso manter o trabalho em alto nível para não sair da equipe”, comentou.

Rafael dividia com seu colega de ataque João Neto a artilharia do Paysandu no Parazão, mas com o gol de domingo passou à frente, tem 11 gols, e agora está há dois gols de igualar a marca de Aleílson. Com mais um jogo pela frente, o atacante afirma que o foco não está em marcar gols. “É muito mais importante ser campeão do que ser artilheiro. Se a artilharia vier será consequência da conquista, mas não vou gananciar jogadas com os meus companheiros se sentir que eles estão em condições melhores” comentou Rafael, citando o passe para o gol de Djalma, o primeiro da goleada por 4x0 domingo.

Agora é a vez da Copa do Brasil, Papão!

Poucas horas após o final da partida no estádio Arena Verde nesse domingo, vencida pelo Paysandu por 4x0, o grupo de atletas já estava retornando à capital paraense, onde chegaram pela madrugada.

A manhã foi de folga para se recuperar do desgaste da viagem, mas já pela tarde o grupo estava mais uma vez trabalhando a parte física em uma academia da cidade. Os atletas estavam animados e descontraídos mas o seu discurso ao invés de comemorar o resultado fora de casa, destacava outra decisão que o clube deve enfrentar nesse meio de semana. “Vencemos o Naviraiense fora de casa, mas ainda não tem nada resolvido. Temos que confirmar a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil essa quarta e é nisso que o grupo está pensando” afirmou meia Alex Gaibú.

O Papão venceu a primeira partida contra o adversário dessa quarta-feira, fora de casa, por 1x0 e agora joga por um empate no estádio na Curuzu. “É uma vantagem, mas é uma vantagem mínima. Caso eles vençam por 2x1 eles levam” afirmou o Gaibú.

Gaibú também afirmou que o resultado diante do Paragominas foi surpreendente. “O futebol permite algumas situações impressionantes, eu mesmo já vivi a situação de ter uma vantagem grande e depois ser eliminado, então vamos entrar atentos para não dar espaço para nenhuma surpresa negativa”.

Retrospecto é favorável a Lecheva

A vitória por 4x0 do Paysandu sobre o Paragominas, atuando fora de casa, surpreendeu pelo retrospecto das equipes no campeonato deste ano. Considerando o retrospecto nos duelos particulares entre Lecheva e Charles Guerreiro, o resultado não é tão impressionante assim.

Quando ambos eram jogadores, Lecheva e Charles se enfrentaram 11 vezes, com três vitórias do Paysandu de Lecheva sobre o Remo de Charles, sete empates e um triunfo para o atual técnico do Paragominas – uma vitória por 1x0 válido pela Copa Norte 2002. Nos duelos como jogador, Lecheva já havia vencido o time de Charles por 4x0 na decisão do Parazão 2001.

Quando se reencontraram como técnicos, o resultado passou a ser ainda mais favorável a Lecheva – três jogos e três vitórias para o Paysandu do técnico Lecheva – 1x0 sobre o São Raimundo, em 2012, e 3x1 e 4x0 sobre o Paragominas, em 2013.

Para levar o título do Campeonato Paraense, Charles terá de superar essa larga fila de quedas diante do técnico bicolor – já fazem 11 anos desde a última (e única) vitória.

Além disso, outras dificuldades se impõem no caminho, como o fato do Paysandu não perder uma partida jogando na Curuzú desde o Parazão 2012. A última vez que isso aconteceu foi na derrota por 3x0 para o São Francisco, na segunda rodada da Taça Estado do Pará – placar que não serve ao time de Charles. É, vai ser difícil.

A ideia é tornar o elenco ainda mais competitivo para a Série B

O Campeonato Paraense ainda não acabou, a Copa do Brasil continua nessa quarta-feira, mas o Paysandu já está se movimentando para reforçar sua equipe para a Série B. Ainda neste final de semana, o clube confirmou o acerto com o zagueiro Fábio Sanches, xodó da torcida bicolor na campanha de acesso à Série B, o experiente zagueiro Jean, ex-São Paulo e Flamengo, que estava atuando na China, e o lateral esquerdo Janílson, que jogou o Paulistão desse ano pelo XV de Piracicaba.

Ontem os novos reforços começaram a desembarcar em Belém. Fábio Sanches e Jean chegaram ao longo do dia, enquanto Janílson chegou a Belém de madrugada. O trio será apresentado à torcida nessa terça-feira à tarde na Curuzu.

O primeiro deles foi Fábio, que estava no Mogi Mirim. “Pesou muito na decisão de voltar a Belém a identificação com o clube. Fui muito feliz em minha passagem aqui ano passado e desde o acesso ficou a vontade de disputar a Série B com a camisa do clube”, disse o zagueiro.

Fábio afirma que a experiência de retornar ao Mogi Mirim para a disputa do Paulistão foi positiva e o próprio Paysandu pode se beneficiar disso. “O Campeonato Paulista é um torneio de qualidade alta, enfrentamos alguns dos melhores atletas do país. Fiz um grande campeonato e com certeza volto mais experiente para disputar essa série C. Espero que o torneio comece logo”, afirmou o zagueiro que se destacou na artilharia da equipe do interior paulistano - em 13 jogos marcou três gols, marca boa para um zagueiro.

Já o zagueiro Jean Ferreira Narde, 33 anos, e com passagens por São Paulo, Flamengo e Vitória, diz estar feliz em voltar a jogar no futebol brasileiro. “A experiência pela China foi proveitosa, mas é sempre mais prazeroso você jogar no seu país, mais próximo da sua família e dos amigos”, disse o atleta que disputará esse ano sua segunda experiência na Série B. A primeira foi em sua passagem pelo Vitória, em 2011, quando por um ponto o time não conquistou o acesso à série A.

“Fizemos um bom trabalho aquele ano, mas a arrancada do time foi um tanto tardia. Confio que o trabalho que está sendo realizado no Paysandu é sério e por isso apostei em disputar mais uma vez a competição. Acredito que o clube tem tudo para fazer um bom papel”, disse o zagueiro.

O Paysandu ainda pode anunciar outros contratados a qualquer momento. A diretoria analisa as carências do elenco e caça no mercado.

(Diário do Pará)

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