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ESPORTE PARÁ

Sócio Bicolor será lançado amanhã

A partir de amanhã, a torcida do Paysandu terá a oportunidade de escrever um novo capítulo na recente história bicolor, dotada de profissionalismo e pensamento futuro. Às 19 horas desta segunda-feira (15), no estádio da Curuzu, será lançado oficialmente o

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A partir de amanhã, a torcida do Paysandu terá a oportunidade de escrever um novo capítulo na recente história bicolor, dotada de profissionalismo e pensamento futuro. Às 19 horas desta segunda-feira (15), no estádio da Curuzu, será lançado oficialmente o programa “Sócio Bicolor”, uma rede de vantagem com três opções de planos e valores que variam entre R$ 20,00 e R$ 120,00.

Na prática, o associado terá direitos que variam desde um desconto de 50% no valor da arquibancada até o acesso liberado à cadeira cativa. No dia seguinte ao lançamento o torcedor já pode procurar a sede social do clube e aderir ao plano que melhor caiba no seu orçamento.

Na coordenação do programa está o consultor Júlio Cesar Emmel, graduado em psicologia, com pós graduação em gestão do esporte. Ele construiu uma carreira sólida de 12 anos a frente do mesmo programa no Internacional (RS), elevando, de 2003 para cá, o número de sócios do clube de quatro mil para atuais 100 mil, números que credenciaram o Inter como o sexto clube no mundo em associados.

É dessa forma que ele pretende, juntamente com a diretoria bicolor, colocar o Paysandu em uma era profissional com valorização do torcedor. “Nós estamos criando três planos com uma nova filosofia, com um sistema moderno de gestão. Estamos saindo da era das catracas mecânica, sem controle algum. Agora é eletrônico e à prova de fraudes. Se nós corríamos com Fusca, hoje se corre com Ferrari”, compara.

Para tanto, segundo o gestor, é preciso organizar um cronograma de ações com a ajuda de todos os setores do clube, num ritmo de trabalho constante, e não apenas com abnegados dispostos a cooperar após o horário comercial. E no Paysandu, um fator determinante foi a posse do atual presidente e sua diretoria. “Aqui tem um presidente carismático, é ídolo de uma torcida muito forte, e tem junto a ele diretores jovens, querendo transformar esse clube em referência”, explica.

Torcedores terão três opções de planos

Por ser um projeto grandioso, voltado para atender a demanda de uma torcida com proporções enormes, o “Sócio Bicolor”, de acordo com o seu principal gestor, atende por obrigação todas as camadas sociais: de pessoas interessadas em ter maior conforto até o sócio com menor poder aquisitivo, mas não menos apaixonado pelo clube. É só fazer os cálculos para ver em qual plano se enquadra no orçamento.

“Os ingressos estabelecidos para esse segundo semestre são de R$ 60,00, cadeira, e R$ 30,00, arquibancada. São três jogos por mês na tabela, até o fim do ano, fora a Copa do Brasil. Só na Série B, se eu pagar R$ 60,00 na cadeira, vou gastar R$ 180,00 no total. Mas, pagando R$ 120,00 (Payxão Vip), eu ganho R$ 60,00 de desconto. Se eu pago R$ 50,00 (Campeão dos Campeões) pelo acesso liberado, e o ingresso cheio custar R$ 30,00, eu vou gastar R$ 90,00 em três jogos, nesse caso ganho R$ 40,00 de desconto. Se eu pago R$ 20,00 (Papão da Curuzu) pela metade do preço, eu vou pensar. Se for em três jogos, a R$ 15,00 cada, dá R$ 45,00. Vale mais a pena pagar R$ 50,00 pois tenho arquibancada liberada”, enumera, Júlio Cesar.

O torcedor que optar pelo pacote mais simples (Papão da Curuzu) poderá adquirir o seu ingresso com dois dias de antecedência à venda normal. E quanto aos demais benefícios, haverá uma rede de descontos em diversos segmentos credenciados. “Na realidade, a paixão não tem classe social, cor, nem credo. O futebol é movido pela paixão, onde o desembargador senta junto com o verdureiro. Não há distinção. Quem tem mais dinheiro e quer uma condição melhor, paga o plano mais alto. Tem opções para todos”.

FIEL ELOGIA INICIATIVA

À espera do lançamento oficial, a torcida do Paysandu enxerga com bons olhos a novidade criada para atrair e levá-la a participar ativamente da vida social do clube. “Eu acho uma boa ideia. Precisamos sair do amadorismo, e ações como esta reforçam a tese de que o Paysandu está no caminho certo, deixando para trás as administrações amadoras, que muitas vezes queriam se promover às custas do clube”, opina o consultor de vendas, Silas de Albuquerque. A avaliação, no entanto, ainda encontra resistência sobre os valores.

“Eu vejo com bons olhos, mas entendo que poderia ter uma maneira de segurar mais o sócio que paga o menor valor. Com essas vantagens, alguns mais desavisados podem preferir comprar o ingresso normal, sem aderir ao programa por achar mais vantajoso”, analisa o motoboy Anselmo Diniz.

Enquanto as opiniões divergem, apesar da ampla maioria ser favorável, o consultor oficial do programa chama atenção para uma questão interessante: a força do torcedor paraense. Na visão dele, o “Sócio Bicolor” tende a dar certo, pois a paixão do paraense por futebol é digna dos maiores espetáculos já vistos por ele em anos de gestão profissional em diversos clubes do Brasil.

“Em 12 anos eu não vi um Gre-Nal com 40 mil pessoas e aqui já vi em um Re-Pa. Isso significa que o torcedor gosta de futebol, e se ele gosta de futebol, ele vai ao estádio, e para que ele tenha regalias, ele precisa ser sócio. Esse é o grande segredo. Na medida que propiciar a ele uma regalia, valorizar esse torcedor, ele vai aderir porque tem vantagens. Na medida que eu der importância a quem torce pelo clube e respeitá-lo, ele vai ser fiel, independente da classe social”, ressalta Júlio Cesar Emmel.

Meta é conseguir adesão de dez mil sócios até o centenário

Durante a campanha presidencial, o então candidato Vandick Lima já apostava alto no “Sócio Bicolor”, pois entendia que desta forma o clube traria para o convívio o maior responsável pela sua existência: o torcedor. Na prática, os mentores do projeto buscam um número expressivo.

“Eu gostaria que, no centenário, tivéssemos 10 mil sócios, assim como foi feito no Internacional, 100 anos e 100 mil sócios. Aqui queria ‘100 anos e 10 mil sócios’.

No que diz respeito aos lucros do Paysandu, as possibilidades são amplas, mas dificilmente se pode traçar uma meta antes de executar a ação. No entanto, à medida que o “Sócio Bicolor” for ganhando adeptos, automaticamente o clube terá receita suficiente para tocar outras atividades, assim como ampliar a rede de vantagens ao associado.

“O clube ganha conforme o número de sócios. Se você fizer uma rede de convênios com desconto para o sócio, aquilo que ele paga para o clube tem retorno. É uma forma de dizer ‘Seja sócio, que esse dinheiro vai entrar no clube’. E com a rede de desconto, de alguma forma você vai ter esse retorno da mensalidade. Ainda não temos essa rede montada, mas no futuro será possível ser feito”.

(Diário do Pará)

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