A nova diretoria do Clube do Remo foi apresentada oficialmente na última quinta-feira (18). Cinco novos nomes estarão à frente de importantes departamentos dentro do clube pelos próximos 16 meses. Dois desses departamentos são praticamente irmãos siameses: o futebol profissional e o sócio-torcedor. Sem futebol, o número de sócios não se renova nem aumenta; e, sem sócios, as contas do futebol ficam comprometidas.
Com dias difíceis pelo Baenão, é preciso traçar planos contundentes que possam ajudar a reverter a situação. Tanto o futebol, como o sócio-torcedor, estão recebendo atenção especial de seus novos diretores, Thiago Passos e Miguel Ângelo, respectivamente. Eles são alguns dos novos dirigentes do Leão.
Tudo começou quando o presidente Zeca Pirão se viu em apuros e decidiu abrir as portas do clube para quem mais criticava a gestão de Sérgio Cabeça: a Associação dos Sócios torcedores do Remo (Assoremo), que inclusive teve seu desejo atendido e Cabeça terminou por renunciar ao cargo de presidente, há cerca de um mês. Agora, Pirão passa a apostar nos críticos do passado para tentar tirar o clube do martírio em 2014. Os cinco novos diretores são todos ligados a Assoremo.
Clube deve disputar dois amistosos por mês, sempre em Belém
Definitivamente fora de competições oficiais até 2014, a ordem no Remo é conseguir recursos para se manter até o começo do próximo Campeonato Paraense. Segundo Thiago Passos, um dos planos do departamento de futebol consiste em elaborar uma agenda de amistosos na capital, e não pelo interior, até dezembro.
No entanto, esses amistosos serão mais que simples jogos. “Colocamos uma pedra em cima da Série D e o nosso plano B é fazer amistosos com uma conotação diferente. Vamos montar uma estrutura de palco e praça de alimentação na área do Carrossel e, ao término da partida, o torcedor que comprou o ingresso poderá acessar essa área para um momento de lazer”, revela passos.
Os amistosos-eventos, como Thiago chama, ainda não têm data para iniciar. Porém, o diretor remista pretende estabelecer um quadro de dois amistosos por mês, provavelmente com equipes que irão disputar a segundinha do Parazão – que inicia em setembro. “Com esses amistosos-eventos, nosso objetivo, em primeiro lugar, é gerar receita; em segundo, colocar o Remo em atividade e, em terceiro, já preparar o time para 2014. Esperamos levar de seis a oito mil torcedores por jogo, porque sabemos que nossa torcida é apaixonada”, acredita.
Com a entrada de dinheiro, vai ser possível começar a pensar em contratações. Nesse ponto, Thiago chama atenção para uma lista de novos critérios pré-estabelecidos pela diretoria de futebol na hora de contratar. São eles: idade, condição física, referências, conduta extracampo, últimas atuações e avaliações técnicas do treinador. “Já tivemos treinadores que trouxeram o seu bando e não resolveram nada. O técnico, por ser quem manda, vai opinar, claro. Mas quem vai contratar vai ser o Clube do Remo. Enquanto eu for diretor de futebol do Remo, vai ser assim”, avisa.
(Diário do Pará)
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