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ESPORTE PARÁ

Paysandu é inofensivo fora de casa

Assim como certas vitórias são incontestáveis, algumas derrotas merecem o mesmo rótulo. A queda do Paysandu diante do Boa Esporte, por 1 a 0, no último sábado (20), em Varginha-MG refletiu bem o panorama das duas equipes, e o placar só não foi mais elásti

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Assim como certas vitórias são incontestáveis, algumas derrotas merecem o mesmo rótulo. A queda do Paysandu diante do Boa Esporte, por 1 a 0, no último sábado (20), em Varginha-MG refletiu bem o panorama das duas equipes, e o placar só não foi mais elástico por causa da atuação destacada do goleiro Marcelo. Com o resultado da partida válida pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, os bicolores permaneceram com 9 pontos e caíram para a 16ª posição na tabela.

O Paysandu ofereceu mais perigo no começo da partida, mas o adversário precisava do resultado positivo para espantar a crise sem vitórias nos jogos dentro de casa. O time mineiro redobrou a marcação e impediu o Papão de exercer qualquer perigo contundente de gol, enquanto pressionava desde o início. Aos seis minutos o volante Betinho quase marcou de cabeça. Três minutos depois, o zagueiro Fábio Sanches se atrapalhou e por pouco não pôs o Papão na frente.

A melhor oportunidade do Paysandu no jogo inteiro saiu dos pés do meia Eduardo Ramos, aos 13 minutos, em um chute forte de fora da área, que, ao resvalar no goleiro Leandro, raspou o travessão. O ataque bicolor parou por aí. A partir de então, os bicolores não conseguiram evitar a boa atuação do experiente meia Marcelinho Paraíba e companhia.

Aos 31 minutos, os donos da casa tiveram a recompensa. Com uma cabeçada certeira, o atacante Fernando Karanga colocou o Boa em vantagem, após receber cruzamento preciso de Marcelinho Paraíba.

No segundo tempo, o Boa continuou melhor. O placar final poderia ter sido maior, mas o goleiro Marcelo salvou o Paysandu de tomar mais gols. O que o arqueiro não conseguiu foi evitar a quarta derrota do bicolor em quatro jogos fora de casa.

Postura da equipe agradou Givanildo

Na avaliação do técnico Givanildo Oliveira, o resultado, apesar de negativo, não refletiu o comportamento dos seus comandados em campo. Para ele, o Paysandu jogou de forma igual e poderia ter criado chances de gol da mesma forma que o adversário, inclusive com dois momentos claros com a dupla de ataque: o primeiro, com Marcel Nicácio, e depois com Careca.

“No lance do Nicácio, que ele errou o domínio, poderia até perder, mas ficaria cara a cara com o goleiro. Depois, o Careca, que não conseguiu dominar a bola após uma boa jogada nossa. Ele errou e ainda foi de carrinho, mas se tivesse dominado bem ele teria tudo para invadir a área. Essas jogadas foram fundamentais”, lamenta.

Em relação ao comportamento da equipe nos 45 minutos iniciais, apesar de ter tomado o gol da derrota, o Paysandu criou algumas situações de perigo e poderia ter marcado um gol. “Eu acho que foi um jogo igual e aberto, com os dois times saindo. O Boa, no primeiro tempo, estava na frente com quatro atacantes e mais um saindo. Então foi aberto, nós também tivemos a saída do Djalma pela direita. Até o nosso volante Zé Antônio arriscou de fora da área”, argumenta.

Já na segunda etapa, Givanildo diz que os visitantes ficaram ainda mais presos no campo defensivo, o que dificultou a penetração dos bicolores.

Não teve como fugir da marcação

Ao final da partida, a reclamação unânime recaiu sobre a forte marcação adversária. O Paysandu encontrou poucos espaços para jogar diante de um time bem posicionado, disposto a anular todas as peças chaves da equipe bicolor, desde a lateral-direita de Yago Pikachu, passando pelo meio-campo de Eduardo Ramos e a esquerda de Alex Gaibu.

Foi difícil avançar, mesmo com a tentativa de jogadores não tão instruídos para a função, como o volante Zé Antônio. “A gente apostou no gol em alguns momentos, mas a equipe deles fez uma marcação muito forte, sem dar chance nem para a nossa criação. Até conseguimos criar, mas finalizar não deu. Agora vamos conversar e ver onde falhou para melhorar no próximo jogo”, explica o zagueiro Fábio Sanches.

Na saída para os vestiários, após o apito final, o atacante Marcelo Nicácio foi mais incisivo. “Se a bola não chegar, não tem como a gente fazer gol. O time todo jogou mal, não tinha como vencer”, admite.

O único a defender o desempenho do time foi o meia Eduardo Ramos, novamente um dos poucos destaques da equipe e dono da melhor chance bicolor. “O nosso time não esteve mal, não. Perdemos por detalhes. Tivemos bola na trave, criamos, chegamos, temos que acertar esses detalhes aí, porque o time que almeja conquistas precisa conquistar esses pontos fora de casa, também”, encerra.

Aspas – “Se a bola não chegar, não tem como a gente fazer gol. O time todo jogou mal, não tinha como vencer” Marcelo Nicácio, atacante do Paysandu.

Ausência de Capanema e Iarley prejudicou

Minutos antes da partida, como já estava programado, o departamento médico bicolor decidiu se Iarley teria ou não condições de jogar, devido a uma incômoda dor na panturrilha direita. Para aumentar a preocupação do técnico Givanildo Oliveira antes mesmo da partida, o jogador foi vetado.

Já na cabeça de área, o volante Ricardo Capanema já estava automaticamente barrado em função dos três cartões amarelos que havia recebido.

Os demais jogadores lamentaram as ausências de duas peças importantes na equipe. “Sem dúvida. São jogadores de qualidade. O Capanema é um jogador de muita marcação e o Iarley segura bem a bola. Sem dúvida fizeram muita falta”, admite o zagueiro Fábio Sanches.

No caso da defesa, a ausência do volante foi sentida pela característica forte na marcação. Sem ele, o adversário conseguiu encontrar mais facilidade para rondar as proximidades da grande área.

Quanto ao ataque, o próprio Givanildo definiu o peso da ausência durante a partida. “(A falta) Do Iarley pode ter sido diferente pela sua maneira de jogo, e ele vinha bem. É um jogador, não só experiente, mas que sabe como sair das jogadas e hoje nós não conseguimos com os dois da frente. O Iarley tem uma movimentação diferente, é mais técnico pela experiência, por isso pode ter feito falta. Agora os que estão aí, precisam saber que deveriam ter aproveitado a chance”, justifica.

(Diário do Pará)

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