Baenão, noite de quarta-feira chuvosa, sete de agosto. Dia de jogo do Clube do Remo, na Copa Norte Sub-20. Poderia ser uma noite como outra qualquer, mas o Baenão estava cheio de papais azulinos, que vieram de diversas partes da cidade, tentar garantir um presente antecipado de Dia dos Pais. Era possível ver o pai de Jayme, Alex Ruan, Jhonnathan... todos torcendo.
Um deles era Mauricio Ainette, pai do meia Rodrigo, de 19 anos. “O melhor presente é uma boa apresentação”, pedia Maurício, que acabou por assistir o Leãozinho passar bem por cima do Holanda e conseguir a classificação com 100% de aproveitamento. O filho, Rodrigo, porém, fez uma partida tímida.
Nada que abalou a relação entre pai e filho, que só se encontram ao fim da partida, já que os atletas ficam em regime de concentração. “Eu acompanho tudo da carreira do Rodrigo. Se ele está aqui hoje, é mérito dele, que sempre foi disciplinado e tático”, elogia. As qualidades ditas pelo pai apareceram dois dias depois, já na semifinal contra o Santos, quando o meia fez um belo cruzamento para o gol de cabeça do seu xará Rodrigão. O tento ajudou ao time chegar à final de hoje, contra o Holanda, no Mangueirão. “Graças a Deus fui abençoado para fazer esse cruzamento sob medida. Só tenho que agradecer ao apoio que meu pai me dá”, afirma o meia.
Recíproca de pai e filho que tem o sangue azul como elo. “O Rodrigo vinha comigo para o Baenão quando ainda era de colo. O Remo e o futebol sempre foram uma paixão da nossa família, que é toda remista. Somos fanáticos mesmo. O Rodrigo foi pegando o gosto”, relembra Mauricio.
Rodrigo já tem contrato de profissional – é motivo de orgulho para o pai. “Eu almejo só sucesso para ele. Quero que ele faça seu nome aqui e quando tiver que sair, que deixe as portas abertas”, torce.
(Diário do Pará)
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