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ESPORTE PARÁ

Ex-goleiro guarda boas lembranças do Remo

Nas décadas de 1950, 60 e 70, era comum desembarcar em Belém grandes equipes do futebol mundial para realizar amistosos contra Clube do Remo, Paysandu e Tuna Luso. Até o maior de todos os tempos, o Rei Pelé, esteve em terras paraenses, onde vestiu a camis

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Nas décadas de 1950, 60 e 70, era comum desembarcar em Belém grandes equipes do futebol mundial para realizar amistosos contra Clube do Remo, Paysandu e Tuna Luso. Até o maior de todos os tempos, o Rei Pelé, esteve em terras paraenses, onde vestiu a camisa azulina, em um amistoso no qual disputou um período pelo Leão e outro pelo Santos. O ano era 1965, mas a lembrança de quem viu até hoje está viva.

Este é apenas um detalhe que mostra o quanto o futebol paraense já foi grande, e hoje tenta se reerguer. De lá para cá, os chamados “medalhões” foram sumindo. Alguns vieram com pinta de astro e saíram como vilões. O zagueiro Ávalos, ex-Santos, talvez tenha sido o último. Outros deram certo, como o veterano Biro-Biro, ex-Corinthians e Luis Muller, ex-Bragantino.

Nesta semana, talvez o último dos que deram certo esteve em Belém. Dono de uma carreira brilhante e polêmica no Grêmio, onde foi pentacampeão gaúcho, campeão da Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil e etc. Aos 34 anos, o goleiro Danrlei resolveu jogar no Clube do Remo, disputando o segundo turno da Série B de 2007, na qual o Remo patinava numa campanha medíocre e extra-campo teve uma de suas piores gestões, até hoje lembrada pelo hoje Deputado Federal.

“Trabalhei por quatro ou cinco meses aqui e não recebi um mês sequer. Isso é uma pena, porque mostra a falta de planejamento dos clubes com o futebol. E a gente gostaria, pela torcida que o Remo tem, que tivesse gestões melhores e o futebol fosse tratado com seriedade”, critica. Embora não tenha recebido, o ex-arqueiro azulino não entrou com ação contra o clube na justiça trabalhista.

Naquela época, o presidente era Raimundo Ribeiro, um dos mais criticados da história azulina, que terminou levando o rebaixamento para a Série C em sua trajetória no clube. “Acredito que o time estava há 13 pontos de sair da zona de rebaixamento. Eu vim para o segundo turno, até conseguimos fazer uma boa campanha, mas o primeiro turno foi tão ruim que não deu para manter o clube na segunda divisão”, diz o goleiro.

Danrlei, naquele ano, estava prestes a pendurar as luvas, mas viu no desafio a oportunidade de reavivar a campanha azulina.

O ex-goleiro, que hoje disputa jogos de pelada e beneficentes como jogador de linha, ainda guarda com carinho a maneira como foi tratado pelo Fenômeno Azul e por fim, deseja que o futebol paraense volte a ter dias melhores. “O que eu guardo de mais carinhoso é a paixão que o torcedor do Remo tem pelo futebol. Fui muito feliz e bem tratado por todos. Senti como se estivesse em casa. Todos abriram os braços e não tenho o que falar nada dos paraenses. Eu tenho certeza que se os clubes se dedicarem, colocarem questões sérias, os grandes atletas terão vontade de jogar aqui no norte”, agradece.

(Diário do Pará)

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