O presidente Zeca Pirão costuma dizer que, após resolver um problema no Baenão, quase instantaneamente surge outro. E tem sido assim. Depois do caso do meia Rodrigo, foi a vez da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cobrar do clube uma dívida de R$ 400 mil, referente a parte de um empréstimo de R$ 600 mil, feito no mandato do ex-presidente Amaro Klautau.
Pego de surpresa, o dirigente quer um prazo maior para que o clube possa se organizar. “A CBF diz que os presidentes sempre mudam, mas os clubes permanecem os mesmos. A dívida tem que ser paga, mas eu fui bem claro com o novo diretor financeiro e pedi a ele uma atenção especial ao caso do Remo, até porque temos dificuldades. Pedi que coloque a dívida mais para frente”, conta o presidente.
A única saída apontada por ele seria um intermédio da Federação Paraense de Futebol (FPF). “Eu já havia conversado com o presidente da CBF. Ele disse que ajudaria o Remo, mas até agora não obtive resposta. Então, conversei com o Coronel Nunes, porque o Marín (presidente da CBF) nos disse que a única pessoa capaz de reverter a situação, seria o presidente da federação, que já tomou providências”, completa Pirão.
Por esse motivo, a cota de participação do Remo na Copa do Brasil, em torno de R$ 180 mil, ainda não foi liberada.
(Diário do Pará)
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