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ESPORTE PARÁ

Torcedor paraense sofre com derrotas

O dia seguinte a essas derrotas históricas não são fáceis. Jogar ladeira abaixo um trabalho, choca a torcida, dirigentes e toda crônica esportiva. Nessas horas, o melhor a fazer é permanecer em silêncio, até que a maré tensa baixe. Uma derrota para um

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O dia seguinte a essas derrotas históricas não são fáceis. Jogar ladeira abaixo um trabalho, choca a torcida, dirigentes e toda crônica esportiva. Nessas horas, o melhor a fazer é permanecer em silêncio, até que a maré tensa baixe. Uma derrota para um time pequeno, ao que tudo indica, dói muito mais que ser eliminado, ou até mesmo goleado por um titã do futebol brasileiro.

Remo e Paysandu que o digam. Ambos já deram vexames em suas respectivas casas, com direito a arquibancadas lotadas. Em 2010, o Remo, então na Série D, precisava de um empate sem gols ou vitória simples contra o Vila Aurora para seguir em frente, mas na metade do segundo tempo, após vencer por 1 a 0, o lateral-esquerdo Daniel deixou tudo igual, aniquilando o sonho azulino em pleno Mangueirão.

A mesma situação se repetiu dois anos depois, nas oitavas de finais da Série D. O adversário, era o Mixto, também do Mato Grosso. O Remo precisava de três gols de diferença e já havia feito dois, garantindo ao menos o pênalti. O problema, aos 34 do segundo tempo, foi a cabeçada histórica do zagueiro Ávalos, que deixou o atacante Nonato pronto para o cruzamento e o gol de Igor, enfurecendo mais de 20 mil pessoas no Colosso do Bengui.

A sina bicolor também é notória e ganhou uma série de episódios, conhecidas pela inserção so sufixo “aço”. O primeiro aconteceu em 2010, na Série C. Os bicolores batiam na porta há quatro anos e a chance era aquela. Mais de 15 mil pessoas foram à Curuzu assistir a derrota para o Salgueiro, por 3 a 2, de virada. O primeiro “Salgueiraço” foi triste, mas algo parecido ainda se repetiu no ano passado, quando o time disputava a Copa do Brasil contra o Naviraiense-MS. A equipe sul mato-grossense venceu o Bicola, também na Curuzu.

“De certa forma, perder para um time pequeno é muito mais doloroso que para um grande, porque os ditos ‘gigantes’ do futebol têm mais estrutura, renda, torcida, enquanto esses outros nada disso possuem. É um atestado de incompetência para a diretoria dos nossos clubes”, opina o advogado Feres Kahwage.

(Diário do Pará)

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