O Brasília-DF entrou ontem com recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar, em julgamento no Pleno do órgão, reconquistar o título da Copa Verde, que lhe foi retirado pela primeira comissão disciplinar do tribunal por ter o time candango utilizado quatro jogadores de forma irregular. A conquista foi repassada ao Paysandu, vice-campeão do torneio, que passou a ter direito a uma das vagas do Brasil na Copa Sul-Americana de 2015.
O julgamento do recurso do time do Distrito Federal ainda não tem data certa para ser apreciado pelo STJD, mas, segundo o repórter Wellington Campos, correspondente da Rádio Clube do Pará no Rio de Janeiro, “a tendência é que ocorra na pauta do dia 14 deste mês”.
O comunicado do recurso do Brasília deve ser encaminhado pela secretária do STJD à Federação Paraense de Futebol (FPF) na próxima segunda-feira (4). A entidade local se encarregará de repassar ao Paysandu o comunicado para que os advogados bicolores possam tratar da defesa do clube. Tão logo o julgamento da primeira comissão foi encerrado, na última segunda-feira (28), a direção do Brasília tratou de informar que o clube não ficaria de braços cruzados e que recorreria ao Pleno do tribunal, que representa a última instância na área da justiça desportiva.
Circularam informações na Internet de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estaria disposta a abrir os cofres e pagar uma espécie de indenização ao Brasília, que teria sido prejudicado pela negligência dos funcionários responsáveis pelo departamento de registro da entidade. A CBF, porém, não confirmou a notícia. O que se sabe é que o funcionário da confederação, Luiz Gustavo Vieira, responsável pela administração do Boletim Informativo Diário (BID), que dá sinal verde para a utilização de jogadores pelos clubes em competições oficiais, foi demitido pela direção da entidade.
O Brasília, em seu recurso, alega que o erro no registro da prorrogação de contrato dos jogadores Igor, Gilmar, Fernando e Índio não foi cometido pelo clube, mas sim pela CBF. Assim sendo, o time candango, na visão de seu departamento jurídico, não pode ser prejudicado.
O Paysandu, mais uma vez, deverá contar em sua defesa com os trabalhos do advogado gaúcho Itamar Cortes, que atuará em dobradinha com Alberto Maia, chefe do departamento jurídico bicolor.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar