Aos 32 minutos do segundo tempo da partida contra o Guarany de Sobral, o Remo já perdia por 1 a 0, mesmo criando infinitas chances de empatar e até virar o placar. Duas substituições depois e nenhum sucesso, a torcida, já impaciente com o azedume da equipe, pedia em coro a entrada do meia Ratinho, que em outros momentos conseguiu reverter resultados até então negativos. Era o ‘xodó’ da torcida sendo invocado.
Roberto Fernandes, por sua vez, resolveu apostar e colocou o roedor em campo. Mas o Ratinho esperado não foi suficiente e, após o jogo, o próprio técnico resolveu comentar o caso do atleta. “Sabemos o quanto ele é um talismã para o torcedor, mas a gente também tem que ver o dia a dia. E nisso, o Ratinho é atualmente um atleta sem condições de jogar mais de 30 minutos. Aí eu falo, ele teve uma grande chance e não fez. Fora isso, qual foi a grande assistência, o grande chute perigoso?”, indagou.
Segundo ele, para os próximos jogos, o time deve manter a base, salvo algumas mudanças de ordem técnica já adiantadas por ele, mas a entrada de atletas como Ratinho, considerados pela torcida como soluções caseiras, não podem ser levadas em consideração no calor de uma partida, de forma irresponsável e premeditada.
“O treinador não pode viver de talismã no grupo dele. Eu sei que é um grande atleta, nós o valorizamos, mas também trabalhamos sem empolgação e com os pés no chão. Se for assim, em todo jogo a gente já começa com o Val Barreto e com o Ratinho, mas pelos treinamentos, não seria a melhor opção”, esclarece Roberto.
(Diário do Pará)
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