O único a saber como será a postura azulina em campo é o técnico Roberto Fernandes. Somente minutos antes da partida é que a escalação será anunciada. Toda cautela acabou despertando inúmeras dúvidas sobre algumas peças que ganharam espaço durante a semana, mas acabam desditas quando o próprio treinador informa que a base tende a ser mantida. É uma loteria com resultado divulgado somente entre a comissão técnica e os atletas.
No início da semana, o lateral-esquerdo Alex Ruan deu lugar a Rodrigo Fernandes, que segue desde então como opção de força na marcação, abrindo espaço para os atacantes e meias chegarem com liberdade na frente. Fernandes diferencia de Ruan pelo estilo: enquanto o primeiro é mais pegador, o segundo é velocista e corre com frequência à linha de fundo. Esta é primeira dúvida.
No meio-campo, foram ensaiados esquemas com três e dois volantes. O primeiro, em tese, serve para reforçar a marcação na entrada da área, com pelo menos um deles à disposição para as saídas de bola. Nesse trio circulam Dadá, Michel Schmoller e Ilaílson. Mais à frente, a dúvida está entre Ratinho, Reis e Thiago Potiguar. Com o ‘roedor’, o time leva vantagem no quesito chutes de longa distância, enquanto Potiguar costuma puxar mais os contra-ataques até os homens de frente. Mas é Reis quem parece estar garantido no time.
Por fim, no ataque, se a velocidade for a tônica, certamente Roni levaria a vaga, a não ser que Fernandes queira como referência de frente dois homens de mais força, eliminando o garoto e abrindo espaço para Paty e Leandro Cearense. O resto do time segue o mesmo, bem parecido com o discurso do técnico. “Não vamos fugir do que tem sido trabalhado, mas eu não falo. Agora, quem vai jogar sabe e sabe também que não pode falar”, brinca Fernandes.
(Diário do Pará)
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