O jejum de gols que perdurava por toda a Série D já não é mais problema para o garoto Roni. As críticas da estreia contra o Moto Club, onde perdeu gols considerados feitos, foram devolvidas na mesma moeda, com direito a uma goleada azulina jogando fora de casa. Para quem pensou que o atacante estava em má fase, o recado foi direto e certeiro.
“Eu estava desde as finais do Campeonato Estadual sem marcar gols”, relembra. “Sempre me cobrei quanto a isso. Quando perdi aqueles gols contra o Moto Club, eu fui para o Baenão e passei a treinar muito as finalizações. O professor me ajudou muito. O trabalho foi intenso porque precisava marcar e graças a Deus consegui”, ressalta. Roni, apesar de ter apenas 19 anos, já sofria cobranças da mesma forma que muito veterano, mas conseguiu absorver todas com sabedoria.
“A cobrança que eu tinha era na minha casa, meus amigos da rua diziam ‘Tá na hora’. Na minha cabeça eu estava tranquilo, sabia que uma hora a bola ia entrar. Tem que ser tudo no seu tempo e o meu chegou”, garante. Quanto aos boatos sobre a relação dele com o técnico Roberto Fernandes, o garoto é direto. “Eu não escutei nada e também não ligo para isso. Eu o elogio muito. É um excelente treinador que acredita no meu potencial e me colocou de cara nesse jogo”.
Ao lado de Leandro Cearense, a dupla despontou na frente do ataque, confirmando uma parceria que se estende desde o segundo turno do Parazão. “Eu e o Leandro conversamos muito. Nos cobramos sempre e antes das partidas vem aquela força de ‘está na hora’. É uma boa parceria, construímos uma amizade e o nosso trabalho sempre é feito com um ajudando o outro”, encerra.
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(Diário do Pará)
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