Desde que chegou ao Paysandu no ano passado, o volante Augusto Recife, 31 anos, logo caiu no gosto da torcida por encarnar o espírito do jogador guerreiro, como tantos que já passaram pela Curuzu em diferentes épocas.
Abstraído o futebol de qualidade do meio-campista, a identificação dele com o clube e seu grande senso profissional foram decisivos para que a diretoria bicolor, tendo à frente o presidente Alberto Maia, tratasse de colocar o atleta como uma das prioridades do clube na montagem do elenco para esta temporada.
A permanência do meio-campista foi uma tacada certeira da nova gestão bicolor. O volante encarna o espírito de liderança entre seus companheiros, tanto dentro como fora das quatro linhas, e em alguns momentos assume a condição de conselheiro, principalmente aos atletas mais jovens do grupo, conforme revela o atacante Leandro Carvalho.
“O Recife conversa muito com quem está vindo da base e nessas conversas ele só nos transmite orientações positivas”, conta o garoto.
Jogador de poucas palavras, quase sempre ponderado em seus depoimentos, mesmo nos momentos de dificuldades, Recife admite que se relaciona bem com a Fiel.
“Desde que cheguei sempre recebi o apoio dos torcedores e dentro de campo procuro retribuir esse carinho e respeito do público”, declarou em uma de suas entrevistas, após ter acertado o seu retorno para a temporada de 2015.
Não bastasse a qualidade técnica que possui e o senso profissional que esbanja, servindo como paradigma aos companheiros, o volante ainda tem a seu favor o fato de ser um dos jogadores mais regulares do elenco do clube. Dos 12 jogos disputados pelo time, este ano, incluindo o amistoso contra o Remo, no início da temporada, o meio campista esteve em 11 (cumpriu suspensão contra o Castanhal, na abertura do returno), se constituindo em peça chave da equipe e um verdadeiro homem de confiança dos treinadores Sidney Moraes, Rogério Gameleira e, agora, Dado Cavalcanti.
Com tantos predicados, não dá para se colocar em xeque a importância do meio-campista para tentar levar o Papão a uma vitória no Re-Pa deste domingo, partida que vem martelando a cabeça do jogador desde o final da derrota para o Independente.
“Agora é levantar a cabeça, buscar a vitória no clássico de qualquer jeito”, avisou o capitão do time.
(Diário do Pará)
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