Na análise do técnico Cacaio, a vitória sobre o maior rival teve muito mais méritos dos azulinos do que erros do adversário. E na prática foi o que houve, embora algumas peças tenham tido dificuldade em absorver o que fora combinado. O meio-campo, em especial, demorou a entrar no jogo. Ratinho e Bismark serviriam como homens de ligação e velocidade, mas a marcação adversária impediu que ambos tivessem grande atuação no primeiro tempo.
Na etapa final, Cacaio, observando que o Papão reforçou o meio-campo, quando já perdia por 1 a 0, fez algumas mudanças. “No segundo, eles mudaram a tática de jogo, colocaram outro meia, enquanto eu coloquei o Val Barreto e o Levy, troquei o Ilaílson, que pediu para sair, e ficamos com maior agressividade. O tiro de misericórdia veio com o Sílvio, que tem velocidade”, explicou.
Com o gol do garoto, a disputa foi para os pênaltis e o mais incrível aconteceu. Val Barreto, Dadá, Bismark, Max e Levy marcaram, levando o Remo para a primeira final da temporada ao mesmo tempo que tira das costas o peso da crise. “Eu falo para eles todos os dias: a gente sabe que o Remo está atravessando uma fase complicada, com muita dificuldade, mas fica mais legítimo quando você faz a sua parte, ganha os jogos e depois chega com o presidente, os diretores e cobra os seus direitos. Vamos lá de cabeça erguida. Esse é o certo”, encerrou o técnico.
(Diário do Pará)
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