Durou menos de 24 horas o afastamento do presidente eleito do Clube do Remo, Pedro Minowa, do cargo. Uma manobra mal sucedida do Conselho Deliberativo (Condel) impediu a concretização do que fora votado na noite da última segunda-feira (18) e o dirigente continua no cargo máximo do Conselho Diretor azulino.
No dia seguinte à votação, assessores do presidente eleito foram até a sede da Segunda Vara Cível da capital para protocolar uma ação que pedia a reintegração do cargo, mas foram impedidos por ausência da ata da reunião.
Então, os assessores foram até a sede social solicitar ao novo corpo diretivo uma cópia do documento, mas tiveram o pedido negado. “Ao chegarmos a sede, pedimos uma cópia, mas para a nossa surpresa nos foi dito que só dariam no dia 25. É mais uma manobra que desta vez surtiu efeito contrário, porque sem ata, juridicamente, não se pode provar que houve votação, muito menos o afastamento”, alegou um dos advogados que foram até a sede.
Ao chegar a sede, a comitiva de assessores e o próprio presidente Minowa foram até a sala do departamento jurídico, onde estavam o advogado André Cavalcante, o diretor-geral do clube, Claudio Jorge e o presidente do Condel, Manoel Ribeiro, que usou como argumento para a negação ao pedido da ata a seguinte frase. “O Remo é assim mesmo”, conforme relatou um dos presentes.
Minowa diz confiar na Justiça e não temer o Condel
(Diário do Pará)
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