“Foi tudo tão rápido que não deu tempo de assimilar”. Com essas palavras, o técnico João Galvão tentou explicar, ontem, o empate do Águia em 2 a 2 com o Botafogo-PB, no último domingo (28), no retorno do time ao Campeonato Brasileiro da Série C. “Você sofrer um gol com 30 segundos de jogo é algo que desestabiliza qualquer planejamento. O time entrou num descontrole emocional que não conseguiu sair até o final do jogo e isso pesou”, alegou o treinador.
O meia Flamel corroborou com a avaliação de Galvão e apontou erros cometidos no segundo tempo. “Faltou equilíbrio à nossa equipe. Entramos no desespero no segundo tempo, querendo vencer de qualquer jeito e individualizando muito as jogadas. Queremos todos fazer o gol e vencer o jogo, mas da maneira desorganizada como foi no final não vai sair nunca, tem que tocar e trabalhar a bola”, analisou o jogador, autor de quatro dos cinco gols do Azulão na Terceirona.
Tanto Flamel quanto Galvão concordam também que a única atitude possível agora é trabalhar e procurar vencer o ASA-AL neste final de semana, já que a situação do time, em oitavo lugar na tabela, não permite pensar em outro resultado.
Em uma competição de pontos corridos, os empates podem não ser muito úteis, a depender do resultado que vem na sequência. Com três empates e uma derrota, a trajetória do Águia na Série C seria positiva se a equipe tivesse vencido na última rodada. Entretanto, o novo empate caiu quase como uma nova derrota.
Empatado em pontuação com o Cuiabá-MT, o Águia foi superado na tabela pelo adversário que tem uma vitória. O saldo gols de -1 também só dá vantagem contra dois adversários: Icasa-CE, lanterna da competição, e o próprio Cuiabá, primeiro fora da zona de rebaixamento. Todos os demais têm saldo igual ou melhor.
(Diário do Pará)
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