plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 24°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Sonho de criança hoje é realidade para Alex Ruan

Até onde a memória alcança, Alex Ruan Vasconcelos Ferreira (23), ou simplesmente Alex Ruan, respira futebol. Incentivo da família para o garoto seguir carreira nunca faltou. Pelo contrário. Com o tio Garrincha, roupeiro das divisões de base do Remo, os co

twitter Google News

Até onde a memória alcança, Alex Ruan Vasconcelos Ferreira (23), ou simplesmente Alex Ruan, respira futebol. Incentivo da família para o garoto seguir carreira nunca faltou. Pelo contrário. Com o tio Garrincha, roupeiro das divisões de base do Remo, os conselhos e conversas diárias sobre o esporte lhe renderam um lugar especial nas lembranças. “Posso dizer que sou grato ao meu tio Garrincha, o meu pai Emerson, minha mãe Margareth e minha avó Ana”, diz o lateral-esquerdo azulino.

A aposta no futebol começou a dar certo ainda na infância. Aos nove anos, foi vestir a camisa do Remo no futsal. Com 13, e o talento promissor, foi para o gramado. Frequentou a base remista até chegar ao profissional, com 19 anos. “Eu venho de uma família 100% remista. Desde moleque eu ia para o estádio com a minha família. Sempre tive uma relação forte com o Remo e há três anos, graças a Deus, estou no profissional”, agradece, sem esquecer: “Quando eu era moleque, eu ia muito para a rua. Graças ao meu pai, fui para o futebol”.

O início parecido com todos aqueles que querem um espaço no futebol foi duro. Já arranharam sua mente ao ponto de querer desistir, mas o esforço de casa e a vontade de jogar bola falaram mais alto. “Para ir treinar, o meu pai dava um jeito. Eu venho de família humilde, e às vezes, quando não tinha dinheiro para o ônibus, ele emprestava do vizinho, mas nunca faltou apoio”, agradece.

Graças a esse começo promissor no clube, aos poucos a família foi ganhando estabilidade. “Quando fui para o profissional, meu pai, que era cobrador de ônibus, conseguiu um táxi e passou a me ajudar mais”, comenta. Assim, o moleque, que até então estava mais acostumado a frequentar as arquibancadas do Baenão, se viu do outro lado do alambrado, sonhando agora em ouvir seu nome gritado pela torcida azulina.

MARCOU

Alex Ruan fez parte de uma geração atrevida da base remista. Ao lado de garotos como Jader, Igor João, Jayme, Silvio, Rodrigo e companhia, eliminaram nada menos que dois grandes clubes de base na Copa do Brasil Sub-20: Vitória, na primeira fase, e Flamengo, nas oitavas, diante de mais de 25 mil torcedores. Um recorde! Este episódio, ele guarda como um dos melhores da sua ainda curta carreira, mas também existem alguns difíceis e tristes de se acreditar até hoje.

Mário Quadros/Diário do ParáBase familiar foi importânte para Alex lutar peloseu sonho. (Mário Quadros/Diário do Pará)

“A fatalidade em Cuiabá é algo que nunca vou esquecer. Foi duro perder aquele título. Vínhamos de uma sequência boa e a Copa Verde seria o auge. Ninguém entendeu. É um momento triste da minha carreira”, assume. Não só para ele, mas para a torcida, que já fazia a festa, horas antes da surpreendente goleada.

“Eu já aprendi algumas coisas nesses anos. Tem gente que não sabe criticar e é mal intencionada. Ninguém gosta disso, mas eu relevo. Na profissão você precisa ir de peito aberto e sem mágoa”, conta Alex, com um parêntese aos detratores. “Muita gente vinha me criticando, mas no último jogo foi diferente. Davam parabéns, apoio. O tratamento já mudou”, lembra. A tranquilidade no temperamento profissional é semelhante ao pessoal, onde mantém uma vida discreta ao lado da esposa, grávida de três meses.

Pelo Remo, na atual fase, Alex Ruan alterna bons e duvidosos momentos, fato este que lhe fez perder a posição por alguns jogos, mas sem deixar de lado o espírito de competitividade com a concorrência inchada. “Isso faz parte. Eu vejo que preciso me esforçar mais. A gente concorre, mas todos jogam pelo Remo. Uma hora você tem a sua oportunidade”, prevê.

FUTURO

A personalidade é forte. A pouca idade não inibe o jogador, que quer, a qualquer custo, realizar o desejo da nação remista, ansiosa para deixar a Série D para trás. “Eu sei que o torcedor está com pressa. Eu vim da arquibancada e entendo. Também quero muito e vamos tirar o Remo dessa situação”, promete. Aliás, de sonhos, Alex tem vários, mas nem de longe tenta apressá-los. “Só o fato de estar no profissional já é uma vitória. A gente que vem da base sabe muito bem o que é isso. O resto é consequência, cabe a você trabalhar”, lembra. E trabalhar ele tem feito muito. Só assim sai na frente em relação aos concorrentes Mateus Muller e Rodrigo Soares.

Nesses três anos de profissional, admite já ter recebido propostas e que elas não interferem no seu trabalho. “Tive várias propostas há pouco tempo, mas não deu certo. Eu fiquei aqui e sei que foi a escolha certa”. Sobre os boatos recentes, ele diz não saber nada. “Geralmente, quem sabe primeiro é o clube. Para mim não chegou nada, nem mesmo essa história do Náutico-PE que falaram por ai”.

Por um lado, o momento pode estar perto. O contrato vence no final do ano. Talvez seja a chance que ele deseja para sua carreira. “Eu tenho um sonho de jogar em outro grande time do Brasil e também um clube do exterior”. Promissores desejos na carreira de um jovem atleta, que veio de baixo, venceu obstáculos extra-campo, mostrou talento quando pode e atualmente é peça importante no grupo. Mas, de todos, somente um deles parece ser imbatível na lista de prioridades. “Quero ajudar muito a minha mãe. A minha família é tudo para mim”.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!